Resposta do Escritório do Primeiro Ministro de Israel ao relatório do Quarteto

(DR)

Nas 24 horas anteriores à publicação do relatório do Quarteto para o Médio Oriente, terroristas palestinos esfaquearam e atiraram em israelitas inocentes três vezes, deixando dois mortos e outros feridos. Hoje, um jovem pai foi morto e sua mulher e filhos ficaram feridos quando o carro onde estavam foi crivado de balas. Ontem, uma menina de 13 anos foi esfaqueada até a morte enquanto dormia em sua casa. A Autoridade Palestina não só deixou de condenar esse terrível assassinato como se referiu ao assassino como “mártir”, na imprensa oficial.
O louvor dos palestinos a assassinos, hoje, inspira os que irão atacar, amanhã. Esta resposta reflete a falência moral da liderança palestina e deixa poucas dúvidas quanto a suas reais intenções.
Israel, portanto, saúda o reconhecimento do Quarteto quanto à centralidade da incitação e da violência palestinas na perpetuação do conflito. Essa cultura de ódio que envenena mentes e destrói vidas, é o maior obstáculo ao progresso em direção à paz.
Infelizmente, o relatório não se refere à remuneração feita pela liderança palestina aos terroristas e suas famílias. Quanto mais grave a violência, maior a remuneração. Essa prática palestina precisa acabar.
Israel compartilha o compromisso histórico do Quarteto em fazer avançar a paz entre israelitas e palestinos através de negociações diretas, bilaterais e sem precondições.
Em acordos prévios, Israel e os palestinos se comprometeram a debater todas as questões difíceis exclusivamente através de negociações diretas e bilaterais. Na prática, no entanto, vemos a repetida rejeição de ofertas para negociar por parte dos palestinos, e o compromisso de governos israelitas de todo o espectro político. Mas Israel não pode negociar a paz consigo mesmo.
Israel também nota a preocupação do Quarteto quanto à escalada militar na Faixa de Gaza e a ameaça representada pelo Hamas, uma organização terrorista genocida, para as vidas tanto de israelitas quanto de palestinos.
Lamentamos a falha do Quarteto em apontar para o real cerne do conflito: a recusa persistente dos palestinos em reconhecer Israel como a nação do Povo Judeu, seja quais foram suas fronteiras.
O relatório também perpetua o mito de que a construção israelita na Cisjordânia é um obstáculo para a paz. Quando Israel congelou a construção em assentamentos (por dez meses, em 2009), não recebeu a paz em troca. Quando Israel retirou todos os seus assentamentos na Faixa de Gaza (em 2005), não recebeu a paz em troca, recebeu a guerra.
É preocupante que o Quarteto pareça ter adotado a posição de que a presença de moradores judeus na Cisjordânia seja, de alguma forma, um impecilho para a solução de “Dois Estados para Dois Povos”. A presença de cerca de 1,8 milhão de árabes em Israel não é uma barreira para a paz; é testemunho do nosso pluralismo e compromisso com a igualdade.
Israel rejeita qualquer tentativa de traçar uma equivalência moral entra a construção em assentamentos e o terrorismo palestino. Igualmente, rejeitamos as sugestões paralelas entre a incitaçao palestina ao terrorismo e a violência de elementos marginais da sociedade israelita. Esses elementos são totalmente condenados e rejeitados pelos israelitas, em todos os sentidos.
Israel continuará a empenhar-se por uma paz genuína e negociada, baseada na visão do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, de “Dois Estados para Dois Povos”. Embora o relatório inclui numerosas afirmações concretas e de políticas as quais levamos em questão, Israel vai discutir com os enviados do Quarteto maneiras de explorar caminhos em direção a este fim.
FIM
OBS:
1) O Quarteto do Oriente Médio ou Quarteto de Madri é formado por Estados Unidos (EUA), Rússia, União Europeia (UE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

2)    Link para a íntegra do relatório do Quarteto, divulgado no dia 1 de julho de 2016: http://www.un.org/News/dh/infocus/middle_east/Report-of-the-Middle-East-Quartet.pdf

(comunicado enviado à redacção do Portal de Angola com pedido de publicação)

 

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