Quadros Falsos 2

Vista da sede do Governo Provincial de Luanda (Foto: Angop)

PELO MENOS ALGUNS MEMBROS DO GOVERNO DE ANGOLA COMEÇARAM JÁ A CONSIDERAR A MINHA PREOCUPAÇÃO SOBRE A COLOCAÇÃO DE QUADROS ACADÉMICOS FALSOS ESPALHADOS NAS INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS.

Em 09 de Maio de 2016 publiquei um artigo sob o titúlo: “É IMPOSSÍVEL CONSTRUIR UMA ANGOLA MELHOR COM QUADROS ACADÉMICOS FALSOS E BANDIDOS COLOCADOS NAS INSTITUIÇÕES DO GOVERNO DE ANGOLA.” Este artigo denunciava uma cultura alarmante de enquandramento de angolanos com titúlos académicos falsos nas instituições do Governo de Angola através da política de favoritismo partidário, situação que tem vindo a prejudicar muitos genuínos angolanos com genuína formação académica.
Também, enderçei directamente a minha mensagem sobre essa preocupação à certos membros do Governo de Angola nas posições de ‘HIGH RANKING’, incluindo o General Francisco Higino Lopes Carneiro, actual Governador da Província de Luanda.
Não somente isto, no meu artigo, fiz recordar aos decentes membros do MPLA a importância dos princípios que são consagrados no documento chamado ‘PROGRAMA E ESTATUTOS’ do MPLA, onde particularmente o Partido declara plenamente o seguine:
“assume uma postura que valorize os quadros nacionais cuidando permanentemente da sua formação e superação, da colocação adequada de acordo com as suas capacidades e qualificações técnico-profissionais……” Também, nesse ‘PROGRAMA E ESTATUTOS’, o MPLA acrescenta que: “garante a igualidade de oportunidades à todos os quadros nacionais independemente da sua condição política, crença religiosa, opção ideológica, combatendo todas as formas de discriminação.”
Enquanto alguns angolanos prepotentes, arrogantes e oportunistas, quer no Reino Unido, quer em Angola, consideraram a minha preocupação como banal ou ‘BORING’, finalmente, hoje, eu devo agradecer bastante ao Governador-General Higino Carneiro que considerou a minha preocupação, tendo em conta a acção que está a ser tomada agora no Governo Provincial de Luanda, onde alguns funcionários estão a ser exigidos a apresentarem os seus certificados e/ou declarações que atestem os seus graus de Licenciatura ou de Bacharel.
Não obstante, para concluir que a minha preocupação sobre o assunto de quadros académicos falsos em abundância em Angola foi considerada pelo Governador Provincial de Luanda, vejamos aqui o que tem sido acontecido desde o passado mês de Junho no Governo Provincial de Luanda, e conforme tesmunha o Jornal OPAÍS:
“O gabinete de recursos humanos do Governo Provincial de Luanda detectou, durante a fase de recadastramento e registo biométrico dos trabalhadores do Estado, a existência de 153 funcionários supostamente indevidamente enquadrados como técnicos superiores de 2ª classe, auferindo salários acima dos 100 mil Kwanzas.
Os referidos quadros encontram-se espalhados nas várias administrações municipais, comunais e distritais e a maioria terá sido admitida na função pública há menos de seis anos. A equipa do general Higino Lopes Carneiro terá sido aconselhada pelos técnicos do Ministério das Finanças que efectuaram o recadastramento do seu pessoal a tomar as medidas necessárias para impedir que os mesmos continuassem a auferir de tais montantes.”
Mas dizendo que a equipa do General Higino Carneiro terá sido aconselhada pelos técnicos do Ministério das Finanças, é uma pura suposição ou hipótese do Jornal OPAÍS.
Agora estou convencido que a iniciativa tomada pelo Departamento de Recursos Humanos do Governo Provincial de Luanda vai abrangir todos Departamentos de Recursos Humanos do sector público angolano para impedir que quadros que têm apenas uma formação média ou aqueles que ainda estão a frequentar o ensino superior possam ser admitidos na função pública como Técnicos Superiores nas instituições do Governo de Angola, usando vias de CUNHA e CORRUPÇÃO.
Outrossim, faço um voto de confiança ao Governador que não permitirá que este processo de erradicação de uma cultura de vergonha de QUADROS ACADÉMICOS FALSOS em abundância em Angola não tenha uma tendência partidária ou política, que seja vista como um afastamento de funcionários ordinários do sector público por razão da actual crise económica ou afastamento daqueles que não têm cartão de membro do MPLA.
Mais uma vez, agradeço ao Governador Provincial de Luanda, General Higino Carneiro, pela acção de Justiça Social que está a ser tomada na sua instituição, na qual outras instituições serão também obrigadas a seguir o mesmo exemplo.

Viva Angola – Viva a Paz – Viva a Justiça Social – Viva o Progresso.

por Zimi Roberto

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