Políticos alemães pedem melhorias na UE após referendo do Reino Unido

Wolfgang Schaeuble (DR)

Importantes políticos alemães pediram melhorias nos processos da União Europeia para acelerar decisões e ampliar o apelo do bloco junto aos cidadãos, em declarações feitas apenas uma semana após o Reino Unido votar em referendo pela saída da UE, em uma decisão que surpreendeu o mundo.

O ministro das Finanças Wolfgang Schaeuble disse que é urgente que os membros da UE sejam mais pragmáticos e levem em conta uma visão “intergovernamental” para resolver problemas.

Ele reclamou que os políticos da UE levaram muito tempo para tomar decisões sobre a crise de imigrantes iniciada em 2015 e disse que Bruxelas trabalha com prazos longos demais.

Ele afirmou, no entanto, que reformar as instituições europeias ou mudar tratados europeus demoraria muito e negou que estivesse pedindo uma redução dos poderes da Comissão Europeia.

Já o ministro da Economia alemão Sigmar Gabriel pediu uma redução no número de membros da comissão europeia, em entrevista ao jornal Neue Osnabruecker Zeitung publicada no sábado.

Ele também disse que a UE deveria rever a distribuição de seu orçamento e avaliar se o bloco deveria continuar a direccionar cerca de 40 por cento de seus recursos à agricultura, enquanto muito menos dinheiro vai para pesquisa, inovação ou educação.

O presidente do parlamento europeu Martin Schulz, disse em um artigo que a Comissão Europeia deveria se tornar “um verdadeiro governo Europeu”, sujeito ao controle do Parlamento Europeu e a uma segunda câmara formada por representantes dos Estados-membros.

Schaeuble também disse neste domingo que o voto do Reino Unido por sair do bloco e o crescente cepticismo em relação à UE em outros países mostram que a União Europeia precisa explicar melhor seu papel às pessoas e entregar resultados visíveis mais rapidamente.

“Claro que devemos manter os laços nacionais– ninguém quer se livrar deles– mas há algumas coisas que a Europa só pode resolver melhor se unida…mas nós precisamos provar isso”. (REUTERS)

Por Michelle Martin

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