Pais exibem destroços do automóvel em que o filho morreu

(TVI24)

Carro foi colocado em frente ao parlamento britânico como forma de protesto para exigir que sejam aplicadas medidas mais severas nos casos de crimes rodoviários.

Os pais de um jovem britânico que perdeu a vida num acidente rodoviário decidiram expor os destroços do automóvel do filho em frente ao parlamento, em Westminster, como forma de protesto para exigir que sejam aplicadas medidas mais severas nos casos de crimes rodoviários.

Joseph Brown-Lartey, na altura com 25 anos, morreu quando o seu carro foi atingido por outro que circulava a 130 quilómetros por hora numa zona residencial e não parou num sinal vermelho. O condutor do veículo, Addil Haroon, que na altura tinha apenas 18 anos foi condenado a seis anos de prisão, depois de se ter declarado culpado por conduzir de forma perigosa, sem carta de condução nem seguro.

Antes do acidente, Haroon tinha enviado a um amigo uma fotografia do velocímetro a marcar 228 quilómetros por hora durante uma viagem entre Leeds e Rochdale, tendo percorrido os 52 quilómetros em apenas 11 minutos.

Como escreve a BBC, o pai da vítima considera que é “perturbador” pensar que no fim da pena o condenado será mais novo do que era Joseph quando morreu, enquanto a mãe afirma que não há, no sistema britânico, “mecanismos de dissuasão” que evitem que os condutores circulem de forma perigosa. Assim, os pais da vítima decidiram, em conjunto com a agência Brake, expor junto ao parlamento o que restou do automóvel de Joseph.

Há demasiadas famílias, como a Brown-Lartey, que sofrem duplamente por perderem um ente querido de forma repentina e violenta e depois assistirem ao sistema judicial a virar-lhes as costas”, afirmou Gary Rae, director das campanhas da Brake, segundo o The Independent. (TVI24)

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