Os EUA oferecem à Rússia maior cooperação na Síria

O secretário de Estado americano, John Kerry (E), e o presidente russo, Vladimir Putin (D), em Moscou, no dia 14 de julho de 2016 (afp_tickers)

O secretário de Estado americano, John Kerry, se reuniu nesta quinta-feira em Moscovo com o presidente russo, Vladimir Putin, para oferecer-lhe uma cooperação militar mais estreita na Síria, com o objectivo de salvar o diálogo de paz.

Russos e americanos multiplicaram nos últimos meses os esforços para negociar as negociações entre o regime sírio e os grupos rebeldes com o objectivo de encontrar uma saída – através de uma transição política – ao conflito que provocou uma grave crise humanitária.

Antes da reunião, o jornal americano The Washington Post afirmou que Kerry iria propor ao presidente russo uma cooperação militar na Síria para lutar contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e contra a Frente Al-Nusra, a facção síria da Al-Qaeda.

“Gostaria de destacar nossos esforços mútuos para solucionar um conflito que consideramos importante resolver”, disse Putin antes da reunião.

“Minha última conversa com o presidente Obama me convenceu de que estamos conseguindo não só estabelecer um processo de cooperação, mas conseguindo também importantes resultados”, acrescentou.

Kerry concordou que o presidente americano considerou “construtivas” as últimas conversas telefónicas.

“Esperamos ser capazes de realizar progressos reais que sejam mensuráveis e aplicáveis e que possamos ver que há uma diferença no curso dos acontecimentos na Síria”, respondeu Kerry.

À saída do encontro, não houve declarações.

Um alto responsável do Departamento de Estado indicou que o plano apresentado por Washington prevê resolver dois temas principais: as violações da trégua na Síria pelo regime de Bashar al Assad e a ascensão da Frente Al-Nusra.

O futuro de Assad continua sendo o principal obstáculo em todas as rondas de negociações realizadas até agora com o apoio da ONU em Genebra.

Esta é a segunda visita de Kerry a Moscovo este ano, enquanto os combates prosseguem na Síria apesar do cessar-fogo promovido por Moscovo e Washington no final de Fevereiro. (AFP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA