Novas áreas de conservação em estudo para protecção da fauna e flora

Viados (Foto: Jorge Monteiro/Portal de Angola)

Estudos de viabilidade técnica e financeira para a criação de novas áreas de conservação em Angola estão a ser elaborados pelo Ministério do Ambiente, no quadro da política da biodiversidade e áreas de conservação.

Instrumentos legais relativos à criação das áreas de conservação terrestre da lagoa de Carumbo (Lunda Norte), Serra do Pingano (Uíge) e da floresta de Cumbira (Cuanza Sul) foram elaborados de acordo com um documento do sector, a que a Angop teve hoje (quinta-feira) acesso.

De acordo com o documento foram, de igual modo, identificadas três áreas de conservação marinha ao longo da costa angolana, com vista a defesa das suas espécies.

Sobre o assunto, o director do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), Abias Huongo, afirmou hoje à Angop que o sector contínua a envidar esforços para que, até 2017, se atinja a meta de 15 por cento das zonas protegidas em todo o território nacional, no quadro dos compromissos assumidos a nível internacional.

Além das zonas acima referidas, a fonte deu a conhecer que foram ainda feitas propostas para a criação de um parque parcial entre as províncias do Cuanza Norte e Malanje, concretamente entre a albufeira de Laúca e a região de Caculo Kabassa.

Outra área mapeada foi a região acima do Parque Nacional de Mavinga, onde existe também um forte potencial em tornos de diversidade biológica.

Actualmente, a superfície de áreas protegidas em Angola passou de 82 mil 329,9 quilómetros quadrados para 162 mil 642, que estão cobertos por parques nacionais, reservas naturais, integrais e parciais, além de um parque natural regional.

Abias Huongo lembrou que, em 2011, foram criados os parques nacionais de Mavinga, com 46 mil e 72 quilómetros quadrados, de Luengue/Luiana, com 22 mil e 610, ambos localizados na província do Cuando Cubango, e a do Maiombe (Cabinda), ocupando mil e 930 quilómetros quadrados.

Quanto à caça furtiva nas áreas de conservação, o responsável considerou ter reduzido nos últimos dias, fruto do reforço das patrulhas realizadas em algumas zonas, sobretudo nas províncias do Cuando Cubango e Cabinda, regiões consideradas muito críticas, em termo de abate indiscriminado de espécies da sua fauna e flora.

“A decisão tomada pela Polícia Nacional de Angola e da República da Zâmbia para a realização de patrulhas conjuntas ao longo da fronteira vai ajudar também o combate aos crimes ambientais, além da imigração ilegal de cidadãos”, precisou Abias Huongo.

Nesta zona prevê-se a instalação de dois barcos que vão patrulhar as zonas navegais do rio Cuando, de acordo com a fonte. (ANGOP)

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