Namibe: Governo estipula preço do pão

Directora Provincial do Comércio e Hotelaria e Turismo, Amélia Camunheira (Foto: António Escrivão)

O pão passa a ter o preço de 35 kwanzas na província do Namibe até que haja motivos fortes para a sua alteração, anunciou, segunda-feira, a directora provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Amélia Camunheira.

A decisão do Governo da província surgiu na sequência do aumento unilateral pelas panificadoras do preço do produto, de 30 para 35 kwanzas, em virtude da carência de farinha de trigo que se registou no mercado.

A responsável lançou um apelo aos consumidores, no sentido de denunciarem casos de especulação do preço do pão ao nível das 20 panificadoras provinciais.

“Quem souber que uma panificadora está a comercializar o pão acima dos 35 kwanzas oficialmente estabelecidos, deve denunciar aos órgãos de fiscalização”, apontou Amélia Camunheira.

A província do Namibe viveu recentemente um défice no fornecimento de farinha de trigo, o que fez disparar o preço do pão de 30 para 35 kwanzas.

A situação ficou parcialmente resolvida com a disponibilização no mercado de 150 mil quilogramas de farinha de trigo, que foram distribuídos e vendidos às panificadoras.

A directora anunciou ainda a este mesmo propósito que está programado para o início do próximo mês um novo descarregamento de farinha de trigo para o abastecimento da província.

Quanto aos restantes produtos da cesta básica, regista-se uma rotura em virtude da carência de divisas para a importação, segundo disse a directora provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Amélia Camunheira.

A situação tem originado aglomerações de consumidores junto dos dois principais supermercados da cidade (Shoprite e Nosso Super) à procura de produtos alimentares básicos.

Os ajuntamentos são justificados pelos baixos preços que os dois espaços de distribuição praticam, facto que atrai compradores, que, geralmente, compram não para consumirem, mas para revenderem os produtos, a preços especulativos.

A responsável garantiu que o seu sector vai continuar a trabalhar para que os supermercados não vendam grandes quantidades, para não criarem roturas e não contribuírem eles próprios para as revendas especulativas. (ANGOP)

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