Morreu o Nobel da Paz Ellie Wiesel

(Mark Sagliocco/Getty Images)

O escritor Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e Prémio Nobel da Paz em 1986, morreu este sábado, aos 87 anos.

O escritor Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e prémio Nobel da Paz em 1986, morreu este sábado, aos 87 anos.

Autor de uma obra extensa, um dos seus livros mais conhecidos é “Noite”, publicado em 1958. Nessa obra, Wiesel conta as suas memórias enquanto adolescente judeu durante o Holocausto e sobre a forma como sobreviveu nos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já reagiu à morte do autor. “Através de sua personalidade excecional e livros fascinantes, Elie Wiesel deu expressão à vitória do espírito humano sobre a crueldade. Na escuridão do Holocausto, em que os nossos irmãos e irmãs foram assassinados, Elie Wiesel foi um raio de luz”, enalteceu Netanyahu.

Com apenas 15 anos, Elie Wiesel foi levado para Auschwitz juntamente com o pai, Shlomo Wiesel, um merceeiro judeu. A mãe e as três irmãs acabaram por ser transferidas para outro campo de concentração. Em Auschwitz, o jovem Wiesel recebeu uma tatuagem com o número A-7713. Apesar da violência a que era sujeito todos os dias, conseguiu sobreviver e manter-se perto do pai até serem transferidos para Buchenwald. A poucos dias do fim da guerra, em 1945, no entanto, Shlomo acabaria agredido até à morte por guarda do campo de concentração. A mãe e a irmã mais nova também não sobreviveram, como lembram a USA Today e a CNN.

O terror que viveu às mãos do regime nazi marcá-lo-ia para sempre. Tornou-se um dos mais relevantes defensores dos direitos humanos, saindo publicamente em defesa das vítimas do regime bósnio, dos refugiados cambojanos e das vítimas do apartheid, na África do Sul. (OBSERVADOR)

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