Ministro da Energia e Águas admite que sistemas de abastecimentos funcionam de forma precária

João Baptista Borges - Ministro da energia e água (Foto: Pedro Parente)

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, reconheceu hoje quarta-feira, em Luanda, que os sistemas de abastecimento de água funcionam de forma precária, com tarifas baixas e dependência do Orçamento Geral do Estado (OGE), criando grandes dificuldades na operação e manutenção dos sistemas.

O ministro fez esta afirmação na abertura do primeiro encontro alargado do Instituto Regulador dos Serviços de Eletricidade e de Água (IRSEA) sobre a regulação dos serviços de água, que decorre numa unidade hoteleira, em Luanda.

Salientou que a situação das redes de água cobrem normalmente apenas a zona central das cidades, e
as periféricas mantêm-se sem qualquer tipo de abastecimento ou com abastecimento precário.

De acordo com o governante, a captação de água para fins de abastecimento urbano é realizado por um conjunto diversificado de entidades, mais um número considerado de utilizadores individuais recorre a quase exclusivamente à captações ou pontos de água próprios.

Referiu que a melhoria do abastecimento de água urbano e rural exige a resolução de vários problemas onde se destacam a abrangência territorial limitada dos sistemas existentes, com custos elevados da água para as populações das áreas periféricas, que têm de recorrer ao mercado informal, a quase ausência de informação sobre os sistemas de abastecimento de água e sobre a sua gestão, o que dificulta o acompanhamento do progresso do sector.

Considerou que o abastecimento de água às populações e o saneamento básico são factores determinantes para a qualidade de vida da população angolana, para reduzir a pobreza e para se atingir níveis adequados de saúde pública.

Disse que água é um bem social que deve ser vista como tendo um valor económico, daí a necessidade da promoção de formas adequadas de participação dos sectores públicos e privados na gestão e desenvolvimento dos recursos hídricos.

Referiu que o Programa de Desenvolvimento Institucional do Sector das Águas (PDISA), prevê a criação de 15 empresas
provinciais de água de forma faseada. (ANGOP)

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