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Marinha de Guerra comemora hoje 40 anos de existência
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Marinha de Guerra comemora hoje 40 anos de existência

A Marinha de Guerra Angolana (MGA), um dos ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA) para a garantia da defesa das águas territoriais, comemora hoje, 10 de Julho, 40 anos de existência.

A Marinha foi fundada em 1976 por altura da visita do primeiro Presidente e fundador da nação angolana, António Agostinho Neto, à base naval de Luanda, facto que coincidiu com o fim do período de instrução dos primeiros militares do ramo, pós independência do país.

A partir do convés da lancha “Escorpião”, herdada do exército colonial português, António Agostinho Neto salientara o papel da marinha de guerra na preservação da integridade territorial.

Na ocasião, o fundador da Nação angolana advogou que, com “a protecção das águas territoriais (…) neutralizaremos aqueles que querem, de qualquer maneira, roubar o que existe no nosso país”.

Em 40 anos, grandes transformações se registaram no ramo, apesar de se considerar ainda insuficientes os navios a sua disposição, para fazer face a um patrulhamento eficaz das águas territoriais, incluindo a Zona Económica Exclusiva (ZEE).

Para uma missão a altura dos desafios do país, segundo uma fonte do Estado-Maior da Marinha de Guerra, é fundamental o processo de reedificação deste ramo das FAA.

Este processo, disse, vai garantir, num futuro próximo, a aquisição de meios suficientes, tais como novas unidades navais (navios), que permitirão um patrulhamento eficaz das águas territoriais do país.

Para a utilização técnica dos navios a serem adquiridos, está em curso, no quadro do processo de modernização e reequipamento da MGA, a formação do homem, através da cooperação com outros países.

Por ocasião da data, o ministro da Defesa Nacional, João Manuel Gonçalves Lourenço, endereçou uma mensagem de felicitação onde esclarece que a efeméride acontece numa altura em que a Marinha experimenta um processo de modernização dos meios navais e aperfeiçoamento dos seus efectivos para preservação da soberania no mar angolano.

“Nesta data histórica, é com orgulho que enaltecemos o notável trabalho desenvolvido por este ramo ao longo dos seus 40 anos de existência, pelo que devemos perspectivar um futuro cada vez mais ambicioso, com homens e mulheres altamente preparados e motivados à difícil missão, mais nobre missão de defesa e salvaguarda da soberania do país”, lê-se no documento.

João Lourenço exortou igualmente aos efectivos para elevarem cada vez mais os níveis de vigilância, disciplina e prontidão na inviolabilidade do espaço marítimo angolano.

Para saudar a data, a Marinha de Guerra já realizou várias actividades, com realce para o simpósio com o tema “Marinha de Guerra Angolana, expectativas e desafios”, presidido pelo Chefe do Estado Maior General das FAA, general do exército Geraldo Sachipengo Nunda. (ANGOP)

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