Maior acionista português do BPI propõe fusão do BFA e da Caixa em Angola

(Foto: D.R.)

A Holding Violas Ferreira considera que o preço de 1,113 euros por ação não reflete o valor real do BPI. “Há um aproveitamento do CaixaBank para controlar o BPI a desconto”, queixa-se o administrador do grupo.

A Holding Violas Ferreira (HVF), o maior acionista português do BPI, propõe a fusão do Banco de Fomento Angola (BFA) e do Banco Caixa Geral Angola (CGDA), para solucionar o problema angolano do BPI, contou o “Jornal de Negócios”, quarta-feira.

Esta proposta implica o fim da OPA em curso e já foi apresentada ao CaixaBank e a Isabel dos Santos. “Há um aproveitamento do CaixaBank para controlar o BPI a desconto. Nós apresentámos uma alternativa positiva, que permite manter as coisas como elas estão. É uma oportunidade para acrescentar valor em vez de destruir valor, como a OPA. Mesmo para Angola, é uma boa solução”, justifica Tiago Violas Ferreira, administrador da HVF, em declarações ao “Negócios”.

Esta não é a primeira vez que a Holding Violas Ferreira critica a OPA do Caixabank: o acionista considera que o preço de 1,113 euros por ação não reflete o valor real do BPI. A OPA foi a solução encontrada após o fracasso do grupo catalão e de Isabel dos Santos para reduzirem a exposição do BPI a Angola, cujo prazo dado pelo Banco Central Europeu (BCE) terminou a 10 de abril. Neste momento, os Violas Ferreiras têm 2,681% do BPI. (expresso)

 

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