Luanda há quatro semanas sem casos de febre-amarela

Ministro da Saúde - Luís Gomes Sambo (Foto: Pedro Parente)

O ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, confirmou ontem, em Luanda, que há quatro semanas que não se notifica nenhum caso de febre-amarela em todo o país, a taxa de letalidade baixou de 16 por cento para nove e até agora foram vacinados 12 milhões de pessoas.

Luís Gomes Sambo falava no primeiro Encontro Nacional de Avaliação da Resposta à Epidemia da Febre-amarela, que termina hoje, e disse que o Governo mobilizou e disponibilizou fundos domésticos no valor de 40 milhões de dólares para a aquisição de vacinas e equipamentos e para garantir todas as operações no país.

O ministro da Saúde considera satisfatória a luta contra a febre-amarela e realçou que a sua redução e controlo se deve ao empenho do Executivo, o apoio técnico dos parceiros internacionais como a OMS, peritos vindos dos Estados Unidos, China, Europa, Cuba e do apoio dos técnicos de saúde e da sociedade civil.

Para melhor entender e responder à natureza letal da febre-amarela e outras doenças vectoriais que afectam o território nacional, o ministro da Saúde disse que estão em Angola dez especialistas internacionais que trabalham com o apoio da Organização Mundial da Saúde. No que se refere ao tratamento, Luís Gomes Sambo frisou existirem centros de referência em Luanda e nas restantes províncias.

Em relação à província de Luanda, considerada o epicentro da epidemia, Luís Gomes Sambo referiu que tem de momento uma cobertura de vacinação em massa de 92 por cento. Para o resto do país, ainda existem dificuldades pelo facto de haver escassez de vacina a nível do mercado internacional, tendo sido adquiridas apenas 15 milhões de doses. A escassez de vacinas no mercado internacional é resultado de muitos países africanos se declararem afectados pela epidemia da febre-amarela, particularmente a República Democrática do Congo.

Desde o início da epidemia, em Janeiro de 2016, foram diagnosticados 3.600 casos, a nível do país, que resultaram em 360 óbitos. “A meta do Executivo é vacinar 24 milhões de pessoas em risco da febre-amarela”, rematou Luís Sambo. O director nacional de Saúde Pública, Miguel de Oliveira, assegurou ontem, durante o primeiro Encontro Nacional de Avaliação da Resposta à Epidemia da Febre-amarela, o controlo de viajantes a nível nacional e nos pontos de entrada do país.

Miguel de Oliveira disse existirem equipas do Ministério da Saúde colocadas nos pontos de entrada e que trabalham com apoio dos órgãos do Ministério do Interior e de outros parceiros. Ambos trabalham no sentido de se pôr cobro à entrada de pessoas não vacinadas. Angola ratificou, em 2008, o Regulamento Sanitário Internacional de 2005, que prevê um conjunto de obrigações para os Estados membros.

O documento orienta que ninguém deve sair ou entrar no país sem que tenha o cartão de vacina internacional válido, o que implica dizer que o indivíduo que pretende entrar ou sair num determinado país, deve ser vacinado pelo menos dez dias. (Jornal de Angola)

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