Lípisia interpreta clássicos mundiais no Palácio de Ferro

Palácio de Ferro - Local que alberga a trienal (Foto: Antonio Escrivao)

Depois de vários músicos nacionais, da velha e da nova geração, terem já se exibido no palco do Palácio de Ferro, chegou a vez da cantora Lípisia evidenciar o seu potencial, este sábado às 21h00, no quadro da III Trienal de Luanda (TL), fazendo uma incursão ao passado do cancioneiro mundial.

A jovem artista, que se tem mostrado ser uma das vozes promissoras da actualidade, deverá apresentar um repertório que incluirá poemas de escritores consagrados, mormente angolanos, musicados em diferentes estilos, entre os quais soul music, bossa nova, R&B, world music e Jazz, soube hoje a Angop da organização.

Tida, pela crítica nacional, como a cantora sensação deste ano, Lípisia interpreta com naturalidade (em virtude das suas habilidades musicais) clássicos de Liceu Vieira Dias, André Mingas, Teta Lando, Andrea Bocelli, Mariah Carey, Christina Aguillera, Etta James, Aretha Franklin, Leona Lewis, Jordin Sparks, Prince, Tina Turner, entre outros.

“A Acácia e os Pássaros”, de Manuel Rui Monteiro, destaca-se entre os poemas musicados pela jovem (24 anos de idade) que despertou interesse pelos palcos três anos após ao seu nascimento, por influência duma guitarra e dum microfone de brinquedo que usava.

Aos onze anos de idade, inscreveu-se numa escola de música na República da Rússia, onde vivia com os seus pais, mas ao terceiro dia de aulas abandona a instituição de ensino por não se sentir à vontade para compor as suas canções, porque possuía um timbre vocal diferente dos seus colegas de turma.

Entretanto, essa saída foi determinante para aperfeiçoar as técnicas de canto e aprender tocar alguns instrumentos musicais, o que lhe dá suporte para interpretar vários clássicos e músicas desta época, conforme provará este sábado (dia 02), no Palácio de Ferro, por onde já passaram pelo menos 50 artistas (entre nacionais e estrangeiros), incluindo bandas e disco jockeys.

A Trienal de Luanda (TL) é um exercício que se contrapõe à violência, respeita a diferença, redimensiona e valoriza o próximo, enquanto sujeito artístico de acção, tendo como objectivo o resgate, através das artes visuais e plásticas, os orbes restantes da nossa memória. A mesma iniciou em Novembro de 2015 e decorre sob o lema “Da utopia à realidade”. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA