Líder do CDS-PP abordou a exclusão do PCP no acordo para a votação dos juízes do Tribunal Constitucional

Assunção Cristas é a nova presidente do CDS-PP. [Estela Silva/Lusa]

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, disse esta quarta-feira que o Bloco de Esquerda é o “Best Friends Forever” do Partido Socialista, ao abordar a exclusão do PCP no acordo para os juízes do Tribunal Constitucional.

Ficámos a saber também esta semana que está a passar que há queridinhos dentro daquela conjugação de Governo, que há uns que são mais amigos do que outros”, afirmou Assunção Cristas, na Ribeira Grande, Açores, na apresentação da cabeça de lista do partido por São Miguel às eleições regionais de 16 de outubro.

Segundo Assunção Cristas, ficou a saber-se que o Bloco de Esquerda “é mais queridinho que o PCP, na linguagem dos mais novos que o Bloco de Esquerda é o BFF (‘Best Friends Forever’) do Partido Socialista do primeiro-ministro”, referiu a dirigente, para acrescentar “hoje é um, amanhã se calhar será outro”.

Para a dirigente centrista, “hoje o Partido Comunista queixa-se que não foi ouvido para os juízes do Tribunal Constitucional, amanhã pode ser que seja outro a queixar-se”.

Para mim a responsabilidade de todos é a mesma e é igual, a responsabilidade por esta austeridade que estamos a sentir e que vamos continuar a sentir, e a responsabilidade por toda aquela que no futuro, infelizmente, esta opção e esta solução nos está a levar”, adiantou.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou na sexta-feira à noite que a lista para o Tribunal Constitucional é “atitude pouco séria e pouco leal” para um Partido Comunista Português que tem sido honesto na nova solução política.

Foi apresentada uma lista para o Tribunal Constitucional resultante da negociação entre PS e PSD, com a eleição de cinco dos 13 juízes que compõem o Tribunal Constitucional com base nas indicações feitas por PS, PSD e Bloco de Esquerda, sem consulta ao PCP e sem a nossa integração na lista”, disse Jerónimo de Sousa, na Horta, ilha do Faial, Açores.

Para Jerónimo de Sousa, “isso significa que a lista que vai ser apresentada é do PS, do PSD e do Bloco de Esquerda com a discriminação clara e uma atitude pouco séria, pouco leal para um Partido Comunista Português que tem sido leal, que tem sido honesto em todo este processo da nova solução política encontrada”.

Jerónimo de Sousa considerou, contudo, que “o que torna relevante é a forma, o método, o silêncio, o andar às escondidas”.

O acordo entre sociais-democratas e socialistas para a indicação de cinco dos 13 juízes do Tribunal Constitucional contempla dois nomes indicados pelo PSD e três pelo PS, sendo que um deles é considerado próximo do Bloco de Esquerda. (TVI24)

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