Hospital Esperança atende cerca de 10 casos de violência sexual/dia

Milton Veiga - Director do Hospital Esperança (Arquivo) (Foto: Lucas Neto)

O surgimento de casos de violação sexual tem aumentado no hospital Esperança e, são atendidos cerca de oito a 10 casos diariamente, informou hoje, segunda-feira, em Luanda, o director daquela unidade sanitária, Milton Veiga.

Em declarações à Angop, o director do hospital Esperança, referiu que isto levou com instituição abraçasse uma parceria com a Pepfar (Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do SIDA) que é a iniciativa do Governo americano para ajudar a salvar a vida de pessoas que sofrem de Vih/Sida em todo o mundo.

Nesta senda, foram formadas oito unidades no país para atendimento dos pacientes, de formas que os casos de violência sexual não sejam só vistos no hospital Esperança, sendo uma componente urgente e de emergência, para se dar a possibilidade das vítimas de abuso sexual terem o tempo útil, que é de 72 horas, de serem atendidos profilaticamente e evitar que a transmissão seja fruto da violação e de outras infecções, inclusive das gravidezes indesejadas.

Fez saber que o hospital continua a receber casos novos sintomáticos de Vih/Sida e, os assintomáticos são encaminhados porque precisam fazer os testes de carga viral (CD4).

Frisou que a unidade tem um atendimento diário de cerca de 270 utentes, com um leque de actividades assistenciais, como consultas de rotina, pronto atendimento, enfermagem, psicologia, ambulatório de tuberculose e atendimento a nível de adesão.

Actualmente há uma redução de entrada de casos, quer dizer que se antes se fazia a testagem de 50 casos dia hoje são 15, porque estão a receber de forma selectiva pacientes sintomáticos, para poder se dar uma outra qualidade aos serviços prestados, e com isso fazer com que as unidades periféricas com profissionais formados possam responder e permitir que o acesso a essas áreas sejam facilitados.

“Nos começamos com uma descentralização do hospital, estamos num período de transição, porque o hospital foi concebido para 2.500 utentes e, actualmente tem cadastrados cerca de 27 mil utentes e tem sob activo cerca de 10.477”, acrescentou.

Segundo Milton Veiga, isto extravasa a capacidade de resposta e a qualidade de serviço, pelo que em função disso estão num processo piloto de transição de casos nos municípios (Cazenga, Viana e Kilamba Kiaxi) que constitui a maior demanda de utentes para o hospital Esperança.

Exortou as pessoas a fazerem a testagem o mais próximo de suas casas para facilitar o acesso, mas para isso a periferia deve colaborar a nível de testagem.

Com relação a medicação explicou não haver rotura de stok, tendo sido feito um remanejamento na aquisição de medicamentos que antes era feito de seis meses, mas agora está a ser dado uma vez ao mês para poder se fazer uma gestão racional.

“Garanto que estamos perante uma rotura de informações, pois quanto aos retrovirais no país, havia a possibilidade em termos de quantidade de disponibilizar retrovirais para um paciente para seis meses, mas actualmente com a redução do orçamento foi feito um remanejamento e eles recebem de um em um mês, para que não haja rotura de stock”, finalizou. (ANGOP)

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