Homicídios no México aumentaram em 2015 após anos em declínio

Policiais cercam local onde corpos foram encontrados entre as cidades de Coacoyula e Apipilulco, no México, no dia 19 de maio de 2016 (AFP)

A curva de homicídios cometidos no México aumentou em 2015 com 500 assassinatos a mais do que no ano anterior, depois de três anos com tendência à queda, reportou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística e Geografia mexicano (INEGI).

Em 2015 foram registados 20.525 homicídios em comparação com os 20.010 de 2014, embora a taxa tenha se mantido em 17 homicídios por cem mil habitantes, segundo dados preliminares difundidos pelo INEGI.

O México, que desde o final de 2006 mantém uma luta militarizada contra os cartéis da droga, registou seu pico de homicídios em 2011, com 27.213 mortos, e daí começou a cair em 2012 para 25.967 e 23.063 no ano seguinte.

As estatísticas do INEGI não diferenciam entre mortos por assassinatos ligados ao narcotráfico ou outras causas, mas os dados mostram que mais de 12.000 foram por armas de fogo.

O empobrecido estado de Guerrero (sul), castigado pelas brigas entre cartéis e onde desapareceram os 43 estudantes de Ayotzinapa em 2014, continua sendo o que mais homicídios registou, com uma taxa que disparou a 67 por cem mil habitantes em comparação com os 49 por cem mil habitantes em 2014.

No total, houve 2.402 homicídios em Guerrero no ano passado, depois de 1.729 em 2014 e, embora o INEGI não dê números por município, seu balneário de Acapulco se tornou a cidade mais perigosa do México.

O segundo estado com mais homicídios continuou sendo Chihuahua (norte), onde fica Ciudad Juárez e que tem uma taxa de 42 assassinados por 100.000 habitantes, seguido de Sinaloa (norte), o reduto do narcotraficante preso Joaquín “El Chapo” Guzmán, com taxa de 36 assassinatos por 100.000 habitantes.

O estado do México, nos arredores da capital mexicana, é o que mais homicídios teve em todo o ano passado, com 2.671, mas por ser o estado mais populoso do país, foi reduzida a 16 por cem mil habitantes. (AFP)

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