General quer comandantes mais activos

Chefe-adjunto do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas para a Educação Patriótica, general Egídio de Sousa Santos "Disciplina" (Foto: Henri Celso)

Os comandantes das unidades militares devem assumir um papel mais interventivo e responsável junto das tropas, no sistema de justiça, por forma a evitarem situações de crimes, declarou nesta segunda-feira, no Presídio Militar de Tombo, o chefe-adjunto do Estado Maior General para a educação patriótica das Forças Armadas Angolanas.

Segundo o general Egídio Sousa e Santos, que falava no acto de encerramento do primeiro Seminário sobre as Causas dos Crimes Militares, tais requisitos devem ser postos em prática, pois permitem criar um ambiente de confiança recíproca.

No seu entender, permitem ainda a coesão, sentido de pertença e perfeita harmonia no colectivo da unidade, visando a prevenção geral dos crimes.

Referiu que esta responsabilidade é confiada aos oficiais da justiça, que devem, acima de tudo, ser justos e imparciais no cumprimento das obrigações.

Disse aos formandos que, apesar das dificuldades sociais de muitos reclusos, estas “não podem servir de argumento, nem justificativo para cometer crimes”.

Exortou-os, na qualidade de sentinelas do Estado, a pautarem por boas condutas e respeito pela lei, procurando demonstrar valores que enobrecem a instituição militar e o país.

Para o General, “ser defensor da Pátria é um acto de coragem, dedicação e sacrifício”, daí a necessidade de darem tudo para o bem da Pátria.

“O país tem leis e estas existem para regular as relações sociais”, disse, acrescentado que cada elemento conhece o limite da sua liberdade.

Afirmou que a realidade económica do país, decorrente de causas externas, é muitas vezes aproveitada por militares e outros agentes para justificar determinados comportamentos desviantes, inclusive criminais.

Ressaltou o facto de a formação ter sido realizada no Presídio de Tombo, local onde estão reclusos que são autores de vários crimes militares.

O seminário teve como lema “Reforcemos o combate à criminalidade no seio das Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional e órgãos de defesa e segurança”.

Visou aprofundar os estudos sobre as causas que estão na base do elevado índice de crimes nas unidades, estabelecimentos e órgãos militares.

O acto foi testemunhado por altos oficiais generais dos três ramos das Forças Armadas e da Polícia Nacional, ligados ao sector da justiça. (ANGOP)

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