Farmacêuticos devem trabalhar com terapeutas tradicionais- secretário de Estado da Saúde

Eleuterio Hivikwa - Secretário de Estado da Saúde (Foto: Clemente dos Santos)

Os investigadores da área farmacêutica devem trabalhar em estreita colaboração com os praticantes da medicina tradicional, de modo a produzir evidências científicas sobre a segurança, eficácia e qualidade dos produtos da medicina natural.

A exortação foi feita pelo Secretário de Estado da Saúde, Eleutério Hivilikwa, durante o acto de abertura do encontro nacional de medicina tradicional e natural que decorrerá de hoje, segunda-feira, até 20 deste mês, uma organização a égide da Câmara Profissional dos Terapeutas de Medicina Tradicional Alternativa e não Convencional de Angola.

Na respectiva actividade, o secretário salientou que, embora os benefícios da medicina tradicional são evidentes, ainda existem enormes desafios, advogando a necessidade urgente de uma investigação e desenvolvimento para reforçar o seu papel na prestação de cuidados de saúde.

Segundo o responsável, o país possui uma rica biodiversidade que bem estruturada poderá encontrar medicamentos para a prevenção, tratamento e reabilitação de diversas doenças.

“Os produtos nem sempre cumprem com as estritas normas reguladoras estabelecidas para garantir a segurança dos medicamentos e algumas pessoas que praticam a medicina natural carecem de titulo ou certificação necessária”, acresceu.

A medicina tradicional, referiu, aumentará a sua confiança e será mais robusta quando for praticada por profissionais que possuem formação específica, experiência e certificação necessária para praticar essa arte antiga culturalmente respeitada e muito útil nas comunidades.

Defendeu a necessidade de criação e o reforço dos sistemas reguladores, identificando e apoiando praticantes qualificados e protegendo as pessoas contra praticas potencialmente nocivas.

Se for devidamente regulada, salientou, a medicina tradicional poderá ser adequadamente integrada nos sistemas de saúde e desempenhar um importante papel na consecução da cobertura universal da saúde.

Para si, a medicina tradicional, conhecida internacionalmente como alternativa, energética e naturalista, forma parte do acervo da cultura universal, é conceito e pratica herdada de geração em geração e mantém a sua popularidade com opção disponível, acessível e amplamente usada em grandes zonas de África, Ásia e América Latina.

As estimativas actuais da OMS mostram que para 80 porcento das pessoas nos países em desenvolvimento, a medicina tradicional é a principal fonte em saúde.

Garantiu que, para milhões de pessoas, habitantes de zonas rurais dos países em desenvolvimento, os tratamentos tradicionais e os terapeutas tradicionais, são a principal fonte, quiçá a única de atenção sanitária.

“Indiscutivelmente, os praticantes desta medicina, na sua maioria, são bem conhecidos nas suas comunidades inspiram respeito, e cujas atitudes e remédios conquistaram a confiança da população”, frisou. (ANGOP)

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