Euro 2016: França-Islândia, 5-2

(TVI24)

O campeonato da Islândia estava feito, e temia-se que perante a seleção da casa, a jogar no seu estádio do coração, as bancadas a cantar o hino, acentuado no marchons, marchons, marchons, e a agitar bandeirinhas, a resistência viking terminasse mais tarde ou mais cedo.

Não lhe faltou apoio, com seu haka a tornar-se cada vez mais imagem do torneio – até foi usado pelos franceses – não faltou vontade, luta, entrega e a filosofia de sempre, que a tornou equipa preferida de muita gente, mas era a altura de dizer adieu.

O encontro ficou definido muito cedo, numa altura em que os nórdicos ainda tentavam mostrar à França que estavam prontos a discutir o resultado. Gylfi Sigurdsson tinha atirado fraco para Lloris (3), e Payet fizera o mesmo para defesa a dois tempos de Halldorsson (6). Sissoko, a novidade no onze de Deschamps para o lugar de N’Golo Kante, cruzou logo depois para o guarda-redes islandês impedir a finalização de Griezmann (7). Foi a vez de a Islândia responder, com Sigthórsson a ganhar pelo ar, a bola a cair em zona frontal em Bjarnason, que tentou de primeira, mas ao lado (9). Foi com duas meias-oportunidades para cada lado que chegou o primeiro grande desequilíbrio. Evra a lançar Giroud no limite do fora de jogo, com os centrais islandeses a hesitarem por um instante. Isolado, o avançado rematou para o 1-0, entre as pernas de Halldorsson.

Oito minutos depois, chegava o segundo. Um pontapé de canto de Griezmann, Pogba a saltar mais alto que Bodvarsson e a cabecear para as redes. O jogo tinha acabado, e les Bleus podiam agarrar-se ao espaço agora deixado livre pelos nórdicos, com Griezmann solto no meio, disponível para aproveitar.

Um jogo que acabou cedo

O melhor que a Islândia fez no primeiro tempo surgiria aos 24 minutos. Lançamento lateral, como sempre, de Gunnarson, Sigthórsson a ganhar de cabeça e Bodvarsson a falhar a emenda perante Lloris. Se a equipa de Lagerback se mostrava forte no jogo aéreo lá à frente não conseguia controlar Giroud em jogadas semelhantes junto à sua baliza. Depois de um cruzamento da direita de Sissoko, o gunner foi mais alto, desviou para trás, e Griezmann lateralizou para Payet, que cruzou o remate para o 3-0. Aos 43 minutos.

Ainda não era só. Em cima do intervalo, Griezmann apareceu isolado, depois de uma simulação de Giroud, e fez o quarto, num chapéu a Halldorsson. Muito pesado para os islandeses, e tudo decidido, claro.

Ao intervalo, Lagerback, que usa sempre praticamente o mesmo onze, trocou o central Arnáson por Ingason e o avançado Bodvarsson por Finnbogason.

Um islandês nunca desiste

Os nórdicos, com paciência, foram rodeando a baliza de Lloris e reduziram aos 56 minutos, mais uma vez de uma forma muito direta: cruzamento de Gylfi Sigurdsson da direita e Sigthórsson a desviar com a ponta do pé ao primeiro poste. A montanha era obviamente ainda enorme e, para cúmulo, essa aproximação durou pouco tempo. Apenas três minutos.

Payet marcou um livre para a área, e Giroud ganhou no ar a Ingason, ultrapassando mais uma vez o guarda-redes islandês.

Não se pode, no entanto, dizer que a Islândia tenha desistido. Não desistiu. Nada disso. Lloris teve de aplicar-se para defender um cabeceamento de Sigurdsson, Ragnar – o central –, depois de um canto de Gudmundsson, e até ao fim não houve um momento em que estes estreantes em fases finais tenham perdido o sentido de baliza.

5-2 fica um pouco melhor

Foi assim que não surpreendeu o segundo golo, já com o velhote Gudjohnsen em campo, por Bjarnason, de cabeça, depois de um cruzamento da esquerda do lateral Skúlason.

A derrota é pesada, mas a Islândia já tinha feito antes o seu Europeu, e deixado marca. A França ganha moral para uma meia-final escaldante com a Alemanha, em Marselha. Claro que a exigência será enorme, e será mais uma final antecipada, mas esse será outro jogo. (Mais Futebol)

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