Dinossauro de 80 milhões de anos é descoberto na Argentina

Esqueleto de um Tiranossauro Rex é exposto no Museu de História Natural de Berlim, no dia 16 de Dezembro de 2015 (AFP)

Uma espécie até então desconhecida de dinossauro carnívoro de 80 milhões de anos foi descoberta na Argentina, adicionando um novo membro à família dos megaraptorídeos, anunciaram pesquisadores na quarta-feira.

O fóssil encontrado na Patagónia – uma área rica em descobertas de ossos do período Cretáceo Superior – foi baptizado de Murusraptor barrosaensis e pode revelar mais sobre as origens do grupo dos dinossauros megaraptorídeos, de acordo com o estudo publicado na revista científica PLOS ONE.

A equipe de pesquisadores foi liderada por Rodolfo Coria, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas, na Argentina, e Phillip Currie, da Universidade de Alberta, no Canadá.

“Um novo dinossauro carnívoro, Murusraptor barrosaensis, foi descoberto a partir de rochas antigas de 80 milhões de anos na Patagónia, Argentina”, disse Coria.

“Embora incompletos, os ossos bem preservados do Murusraptor revelam informações até então desconhecidas sobre a anatomia do esqueleto dos megaraptorídeos, um grupo altamente especializado de predadores do Mesozoico”, acrescentou o pesquisador.

Estes dinossauros andavam sobre duas patas, tinham grandes garras em forma de foice e eram rápidos, ágeis e inteligentes, com um apetite voraz que inspirou seu apelido, “ladrão gigante”.

Outros megaraptorídeos famosos são Megaraptor, Orkoraptor, e Aerosteon riocoloradensis. Alguns membros da família foram encontrados na Austrália e no Japão.

Este esqueleto parcial fossilizado foi descoberto em Sierra Barrosa, no noroeste da Patagónia.

Os pesquisadores disseram que se trata de “um dos megaraptorídeos mais completos encontrados, com uma caixa craniana excepcionalmente preservada”.

O dinossauro parece ter sido um exemplar jovem, mas pode ter crescido “maior e mais delgado do que o Megaraptor e comparável em tamanho com o Aerosteon riocoloradensis e o Orkoraptor.” (AFP)

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