Deputado “reprova” culturas nocivas

Deputado Monteiro Kapunga (arq) (Foto: Henri Celso)

O deputado da Assembleia Nacional Monteiro Kapunga manifestou-se neste domingo, em Luanda, contrário à “importação” de culturas que “minam os valores” das famílias africanas.

Em declarações à imprensa, no âmbito da jornada sobre a família, iniciada hoje, pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoista), referiu que em Angola muitas vezes se deturpa os valores da família, sobretudo no mundo artístico.

Considerou que o conteúdo de algumas músicas, inspiradas em realidades de outras sociedades, tem prejudicado o bom convívio familiar.

Por essa razão, sugeriu a criação, em Angola, de um sector que combata a divulgação de músicas com mensagens nocivas e novelas com conteúdos reprováveis, difundidas pela televisão.

Na óptica do deputado, deve-se divulgar os antigos costumes africanos, em que um soba, por exemplo, não se podia separar da mulher.

“Devemos seguir o exemplo dos nossos pastores e dos líderes das igrejas; Como se têm comportado em relação às famílias. Tanto na felicidade, quanto na dificuldade, a família deve manter-se unida”, referiu.

Lembrou que o casamento é um assunto sério e as desavenças entre sogras e genros são reflexo, muitas vezes, das telenovelas difundidas no pais.

“Nós, como africanos, fomos educados no princípio de que um sogro é um pai, uma sogra é uma mãe e um genro é um filho. Isso ainda se vive no continente. Contudo, o nosso pior erro, depois da independência, foi o surgimento de sobas anarquicamente, cujo comportamento é reprovável”, ressaltou.

Apelou aos órgãos de comunicação social para ajudarem a resgatar os valores culturais, dando maior espaço às igrejas para difundirem os verdadeiros ensinamentos trazidos pela Bíblia.

A jornada sobre a família decorre sob o lema “O casamento cristão como valor fundamental para a estabilidade familiar” e vai decorrer até 31 de Agosto.

A iniciativa visa saudar o 22 de Agosto, data em que a Igreja Tocoísta conheceu o seu primeiro casamento (entre o Profeta Simão Gonçalves Toco e a sua esposa Maria Rosa Toco).

Tem também por objectivo saudar o dia 31 de Agosto, data do regresso do Profeta Simão Toco da Ilha do Açores, Portugal, onde esteve 11 anos exilado. (ANGOLA)

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