Cuanza Norte: Hospital provincial necessita de 164 enfermeiros

Hospital Provincial do Cuanza Norte necessita de 164 enfermeiros (Foto: Lucas Leitão)

Cento e 64 técnicos de enfermagem são necessários para superar a insuficiência de especialistas vivida nesta esfera pelo Hospital Provincial do Cuanza Norte, localizado em Ndalatando, capital da província.

A informação foi prestada quarta-feira à Angop pelo director administrativo da instituição hospitalar, José Hote Quibulucuto, a propósito de uma visita efectuada àquele estabelecimento sanitário pelo governador provincial, José Maria Ferraz dos Santos.

Segundo o responsável, o também denominado Hospital Doutor António Agostinho Neto labora, presentemente, com cerca de 137 técnicos na área de enfermagem, para além dos médicos e do pessoal administrativo.

A unidade hospitalar, em obras de ampliação e modernização paralisadas há cerca de dois anos, enfrenta dificuldades de vária ordem, algumas das quais agravadas pelo inacabamento dos trabalhos da sua reabilitação que, por exemplo, adia o seu apetrechamento em equipamentos novos e modernos.

A unidade está dotado de uma capacidade de 120 camas, sendo que outras das suas dificuldades prendem-se com a insuficiência de medicamentos e de material gastável, bem como de reagentes para as áreas de imagiologia e do laboratório.

Fruto da sua antiguidade, os equipamentos no sector do Raio X apresentam frequentes avarias, enquanto no aspecto da iluminação interna e da acomodação dos utentes o hospital provincial necessita de melhoramentos, em certas situações.

José Hote Quibulucuto assinalou que a visita do governador provincial à instituição hospitalar permitirá que sejam traçadas estratégias sobre como contornar as insuficiências enfrentadas.

Enquanto isso, o director clínico do mesmo hospital, Mbiavanga Eduardo Alves, enquadrou tais condicionalismos no conjunto dos problemas actuais do país, derivados da difícil conjuntura económica e financeira.

No entender daquele médico, os problemas com os equipamentos antiquados serão superados com a conclusão das obras, já que no quadro da modernização e ampliação da unidade hospitalar está contemplada a instalação de equipamentos de ponta.

Dados disponíveis indicam que quando terminada a sua reabilitação e ampliação o Hospital Doutor António Agostinho Neto contará, pela primeira vez, com serviços de autópsia de cadáveres.

O pacote de novos serviços inscreve ainda uma unidade de tratamento de queimados, com 35 camas, área de cuidados intensivos, com 20 leitos, quatro salas operatórias, uma pediatria capacitada para 36 internamentos, para além de uma área de produção de oxigénio.

O estabelecimento ganhará, igualmente, um novo bloco para os serviços administrativos, assim como nove residências destinadas à acomodação de técnicos, enquanto a sua capacidade de internamento passará de 120 para 250 camas.

Ao comentar os resultados da visita do governador José Maria dos Santos que se estendeu também aos hospitais Materno-Infantil e Municipal de Cazengo, o porta-voz do Governo Provincial, Miguel Gaspar Manuel, afirmou serem vários os aspectos a corrigir no funcionamento hospitalar.

“Há sempre coisas boas e coisas más. O senhor governador enaltece aquilo que é bom e os responsáveis das unidades hospitalares perceberam muito bem”, assinalou, acrescentando que os gestores hospitalares comprometem-se a procurar melhorar o mais possível, elevando a qualidade dos serviços prestados às populações. (ANGOP)

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