Crise no Brasil intensifica perdas da Cnova no segundo trimestre

(AFP)

A Cnova, filial de e-commerce do grupo Casino, anunciou nesta terça-feira um prejuízo líquido de 116 milhões de euros no segundo trimestre, afetada pela crise econômica no Brasil.

A empresa sofreu uma retração em suas vendas de 19,4% (- 14,1% a taxas de câmbio constantes) no valor de 665 milhões de euros, e uma margem bruta de queda de 24,5%, a 86 milhões de euros.

A margem bruta recuou perto de um ponto percentual, a 12,9%, enquanto o resultado operacional atual tem uma perda de 44 milhões de euros, contra apenas 9 milhões de euros de retração no mesmo período de 2015.

No segundo trimestre de 2015, a Cnova tinha registrado uma perda líquida de 24 milhões de euros.

Até 30 de junho, a empresa acumulava um déficit de 181 milhões de euros contra um excedente de 50 milhões de euros um ano antes.

A gigante francesa da distribuição Casino realizou no começo de maio grandes manobras para sanear sua filial de comércio on-line, em dificuldades.

Entre as medidas estava prevista a transferência de sua filial brasileira, a Cnova Brazil, à Viarejo, uma de suas outras filiais, para voltar a se concentrar em suas atividades de e-commerce na França, onde o site de vendas on-line Cdiscount tem desempenho muito melhor.

Além do clima econômico pouco favorável do país, a Cnova Brazil foi alvo a partir de dezembro de uma investigação interna, concluída em 22 de julho, sobre a gestão de seus estoques – uma situação que havia levado seu diretor, German Quiroga, a se demitir no fim de 2015.

A Cnova afirma manter ativamente discussões com a Via Varejo a respeito da possível aproximação com a Cnova Brazil.

Contudo, “no estado atual das discussões entre as duas partes sobre as cláusulas-chave do acordo”, a Cnova considera que as condições específicas segundo a norma IFRS 5 não foram atendidas até 30 de junho para considerar a transação entre a Cnova Brazil e a Via Varejo como altamente provável.

Consequentemente, a Cnova Brazil foi mantida nas contas da Cnova nos títulos das atividades mantidas em 30 de junho. (AFP)

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