Com a Namíbia: Conversão monetária retoma nos próximos dias

O Banco BIC inaugurou recentemente a sua primeira agência na Namíbia. (Foto: D.R.)

Angola e Namíbia têm tudo traçado para muito em breve recolocar em marcha os acordos financeiros suspensos em 2015 devido à excessiva interferência de agentes informais nos postos fronteiriços.

As autoridades angolanas e namibianas têm tudo acertado, para muito em breve, recolocarem em marcha o acordo de conversão monetária, suspenso por razões técnicas e operacionais em finais de 2015.

Segundo noticiou esta semana a Televisão Pública de Angola (TPA), que cita o vice-governa- dor do Banco Central da Namíbia, Edson Uanguta, algumas alterações, comparativamente ao modelo anterior, vão ser operadas, com realce ao limite dos valores autorizados. Até à suspensão, os cidadãos angolanos residentes podiam ir à Namíbia com até 50 mil kwanzas.

O acordo de conversão monetária entre Angola e a Namíbia, desde a sua operacionalização, mostrou-se um instrumento bastante eficaz na facilitação das trocas comerciais. Angolanos e namibianos utilizavam a zona fronteiriça de Santa Clara/Oshikango, para fazer fluir as compras efectuadas nos dois territórios.

Numa reportagem efectuada nesta região fronteiriça, o JE apurou que a principal dificuldade deste mecanismo de facilitação, acordado entre os dois governos, era a intervenção de agentes informais, que ao comprarem as notas para revenda, deram início a um ciclo especulativo e inaccionista.

BIC na Namíbia

O Banco Internacional de Crédito (BIC) inaugurou na última semana, o seu primeiro balcão de atendimento aos clientes em Windhoek, capital da República da Namíbia, localizado num edifício de quatro andares próximo a embaixada de Angola.

Segundo uma nota de imprensa da embaixada de Angola na Namíbia, o corte da fita, coube ao secretário de Estado das Finanças da Namibia, Natangue Ithete, em representação do Ministro das Finanças daquele país, que na ocasião sublinhou que a abertura do banco representa um voto de confiança ao sector financeiro namibiano na perspectiva do crescimento económico e ambiente de trabalho.

Segundo disse, a abertura oficial do Banco Bic Namíbia é também um significante passo para a integração e estreitas relações das economias de Angola e da Namíbia.

O informe realça ainda que o presidente do Conselho de Administração do Banco BIC, Fernando Teles, fez saber, na ocasião, que se prevê a abertura de 20 agências nos próximos cinco anos em todo o território namibiano.

“Num prazo de um ano e meio vamos abrir seis agências nas províncias do Oshikango e Walvis-Bay”, disse Fernando Teles.

De acordo com a nota Fernando Teles, disse que, o objectivo é trazer para a Namíbia experiências de Angola e Portugal, para atender a comunidade angolana e portuguesa residente na Namíbia, assim como facilitar, não só com crédito financeiro, mas também com pagamentos ao exterior do país.

Estiveram presentes na cerimónia, a ministra conselheira, Manuela Botelho, em representação do embaixador da República de Angola na Namíbia, Manuel Alexandre Duarte Rodrigues, o vice- governador do Banco Nacional da Namíbia, Ebson Uanguta, altos funcionários do Governo namibiano, empresários angolanos, namibianos e membros da comunidade angolana e portuguesa residente na Namíbia. (jornaldeeconomia)

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