Candidata Helen Clark em Luanda

(DW)

A antiga chefe do Governo da Nova Zelândia, Helen Clark, uma das candidatas ao posto de secretária-geral das Nações Unidas está em Luanda em busca de apoios para a sua eleição e é recebida hoje pelo Vice-Presidente da República.

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores informa que Helen Clark tem igualmente encontros de trabalho com o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e com o secretário de Estado Manuel Augusto. A diplomata é acompanhada do embaixador não residente da Nova Zelândia acreditado em Angola, Richard Mann. A visita ocorre 48 horas após um outro candidato à substituição de Ban Ki-moon, o vice-primeiro ministro da Eslováquia, Miroslav Lajcak, ter passado por Luanda também em busca de apoios.

Em Março, o antigo primeiro-ministro português António Guterres também esteve em Luanda a solicitar o apoio do Governo de Angola à sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, durante um encontro com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

“Para mim é muito importante ter Angola logo no princípio desta campanha. Sou um velho amigo de Angola, um grande admirador do povo angolano, vivi com grande angústia os momentos difíceis por que Angola passou no passado e, com grande satisfação, a evolução progressiva de Angola, afirmando-se no contexto internacional”, disse António Guterres. O antigo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados considerou importante o papel de Angola como membro não-permanente do Conselho de Segurança, bem como a liderança de Luanda na região dos Grandes Lagos.

Eleição este ano

A eleição do novo secretário-geral das Nações Unidas decorre antes do término do mandato de Ban Ki-moon, em Dezembro. Pela primeira vez nos 70 anos de história da organização, a Assembleia-Geral recebe candidaturas e pode entrevistar os pretendentes ao cargo de secretário-geral. A fórmula difere da tradicional, marcada por conversas a porta fechada e nas quais os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança eram os únicos que se pronunciavam. O Conselho de Segurança é o órgão responsável pela recomendação de um pretendente depois de a Assembleia-Geral dar luz verde à candidatura.

Na quinta-feira, realizou-se a primeira votação secreta entre os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo as agências de notícias, Guterres venceu a primeira votação para secretário-geral das Nações Unidas.

António Guterres, de 67 anos, obteve 12 votos favoráveis, três sem opinião e foi o único dos candidatos que não teve votos contrários. Na segunda posição, entre os 12 candidatos, metade dos quais mulheres, ficou o antigo Presidente esloveno Danilo Turk, de 64 anos. Além de Guterres, que entre 15 de Junho de 2005 e 31 de Dezembro de 2015 foi alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, apresentaram candidatura a ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Susana Malcorra, 61 anos, a antiga chefe do Governo neozelandês e dirigente do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Helen Clark, de 66, e a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros búlgara e directora da UNESCO, Irina Bokova, 63 anos.

Na corrida estão também Igor Luksic, antigo primeiro-ministro de Montenegro, e Vuk Jeremic, ex-chefe da diplomacia da Sérvia, ambos com 40 anos, Vesna Ousic, antiga vice-presidente e ministra dos Negócios Estrangeiros da Croácia, Natália Gherman, 47, que foi chefe da diplomacia moldava, e o macedónio Srgjam Kirim, de 67 anos, ex-presidente da Assembleia-Geral da ONU. Por fim, também a comissária europeia búlgara Kristalina Georgieva, 62, e o antigo chefe da diplomacia da Eslováquia, Miroslav Lajack, 53 anos, afirmaram a sua disponibilidade para suceder no cargo ao actual secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban-Ki-moon.

Para a próxima semana, a 28 de Julho, estava previsto que os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU voltassem a votar as candidaturas. Contudo, este calendário não é dado como definitivo. (Jornal de Angola)

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