Candidata ao cargo de secretária-geral da ONU pede apoio a Angola

Georges Chikoti - Ministro das Relaçõs Exteriores, recebe Helen Clark (Foto: Francisco Miúdo)

A candidata ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas, Helen Clark, foi hoje recebida em Luanda, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Rebelo Chikoti, com vista a pedir apoio ao Estado angolano.

À saída do encontro, disse à imprensa ser sua intenção fazer parte da Assembleia-Geral das Nações Unidas e na sua missão vai poder estar em contacto com as questões de África.

“Vim a Angola para apresentar a minha candidatura e poder estar em contacto com outras questões que possam surgir”, afirmou.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, considera que Angola está, nesta fase, a encorajar os candidatos a serem pré-seleccionados que irão participar na etapa seguinte.

Considerou, por outro lado, ser uma fase de consulta para posterior decisão do Executivo angolano sobre o candidato a apoiar que em tempo oportuno será transmitido ao embaixador angolano nas Nações Unidas.

Helen Clark tem 66 anos, dirige, desde 2009, o PNUD, uma das principais Agências das Nações Unidas.

A eleição deve acontecer na segunda metade do ano, antes do término do mandato de Ban Ki-moon, em Dezembro.

Pela primeira vez nos 70 anos de história da organização, a Assembleia-Geral recebe candidaturas e pode entrevistar os pretendentes ao cargo de secretário-geral.

Essa fórmula contrasta com a tradicional marcada por conversas a portas fechadas e nas quais os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança eram praticamente os únicos que se pronunciavam.

O Conselho de Segurança seguirá sendo o órgão responsável pela recomendação à Assembleia-Geral do candidato ao cargo de secretário- geral da organização mundial.

Para este mandato, concorrem doze candidatos ao cargo de secretário-geral, propostos por diversos estados membros como o caso de Portugal que sugeriu António Guterres que em Março se deslocou a Angola com o mesmo propósito de pedir apoio a sua candidatura.

Após análise das propostas o Conselho de Segurança da ONU, numa reunião a porta fechada sugere um nome aos cinco membros permanentes Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China e França para aval final.

Caso seja aprovado por estes cinco membros, o escolhido vai a votação na assembleia-geral, onde tem que reunir, pelo menos, 66% dos votos.

O secretário-geral é eleito por um período de cinco anos, não havendo nenhum limite de mandatos. (ANGOP)

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