Brexit atira libra para novo mínimo de 1985

(Negocios)

Os receios em torno do impacto do Brexit na economia mundial continuam a penalizar a libra, que atingiu um novo mínimo de 1985 abaixo de 1,28 dólares.

Há mais de 31 anos que a libra não valia tão pouco. A moeda britânica atingiu esta quarta-feira, 6 de Julho, um novo mínimo de 1985 face ao dólar, e de 2013, face à moeda única europeia, reflectindo os crescentes receios em torno do Brexit e do seu potencial impacto para a economia mundial.

A libra cai 0,24% para 1,2991 dólares, depois de já ter desvalorizado um máximo de 1,72% esta manhã, para negociar em 1,2798 dólares, o valor mais baixo em mais de 31 anos. Contra a moeda única, a libra já recuou 1,4% para 1,1592 euros, um novo mínimo de 2013. Nesta altura, cai 0,15% para 1,1739 euros.

A moeda britânica, que afundou 8,05% no dia a seguir ao referendo, tem sido uma das maiores vítimas da decisão dos eleitores britânicos de abandonar a União Europeia. A maioria dos analistas consultados pela Bloomberg acredita que a moeda britânica vai permanecer fraca. Das 43 novas estimativas recolhidas pela agência noticiosa, 38 antecipam que a libra vai fechar o ano abaixo de 1,30 dólares.

No relatório semestral de estabilidade financeira, o Banco de Inglaterra admite que “é agora evidente que alguns riscos se materializaram” e, devido ao Brexit, o “outlook é desafiante”. Serão “tempos difíceis”, acrescentou a autoridade liderada por Mark Carney.

Quase três quartos dos economistas consultados pela Bloomberg acreditam que o Reino Unido vai cair em recessão na sequência da decisão dos eleitores britânicos de abandonar a União Europeia. Por isso, na tentativa de sacudir a pressão, o Banco de Inglaterra aliviou as exigências aos bancos britânicos, reduzindo de 0,5% para 0% a taxa adicional de capital que é exigida às instituições financeiras.

O fim da exigência desta almofada, caso se mantenha até Junho de 2017, vai reforçar a capacidade de financiamento dos bancos em 150 mil milhões de libras (179 mil milhões de euros). Ou seja, a ideia é tentar que os bancos possam aumentar a concessão de crédito para manter a economia à tona. (Jornal de Negocios)

por Rita Faria

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