BNA vai atender “clamor” dos empresários

BNA (Foto: D.R.)

As necessidades de divisas para importar matéria-prima, diariamente manifestada pelos empresários, serão atendidas, mas dentro das limitações do Banco Nacional de Angola (BNA), disse hoje, quinta-feira, o chefe do Departamento de Cambias da instituição, Felinto Soares.

Essas “gritantes” solicitações dos empresários de moeda estrangeira, reforçou o gestor que intervinha num fórum de auscultação da classe empresarial do sector produtivo, vão ser satisfeitas segundo a ordem de prioridade.

Felinto Soares explicou que as necessidades das empresas são atendidas, tendo em conta o actual contexto de crise, e de acordo com um levantamento das suas necessidades efectuadas pelo Ministério da Economia, num esforço conjugado com outros departamentos ministeriais.

Informou também que o BNA vai disponibilizar, nas próximas semanas, divisas para aquisição de bens mais essenciais.

Por outro lado, denunciou o comportamento de empresários angolanos que exportam bens e não dão entrada das divisas para o país.

Em função dessa realidade, deu a conhecer a um plateia de pelo menos três dezenas de empresários e associações empresariais que o BNA vai publicar aviso e directiva sobre a entrada de divisas.

Sobre a reposição cambial, outro assunto muito reclamado por empresários, o responsável disse que nesse momento o BNA mantém cativo cerca de seis biliões de dólares norte-americanos.

A respeito ainda da reposição cambial – restituição dos depósitos em divisas dos bancos no BNA, vai se publicar também um regulamento sobre como aquelas instituições procederão.

“ Neste momento está a ser feito uma análise das necessidades e depois vamos tomar decisões”, disse o chefe de Departamento de Cambiais.

A propósito das solicitações de divisas dos empresários, a secretária de Estado da Economia, Laura Alcântara Monteiro, que participou do evento, reiterou que as prioridades, nesse momento, são para as empresas que estão a produzir e que queiram expandir seus negócios.

O fórum organizado pelo Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (Grecima) – órgão público, foi dirigido pelo ministro do Comércio, coadjuvado pelos secretários de Estado do Ministério do Interior e da Economia, Eugénio Laborinho e Laura Alcântara Monteiro, respectivamente.

Contou igualmente com a presença de responsáveis de vários sectores como a Unidade Técnica de Investimento Privado, Administração Geral Tributária (AGT), Polícia Económica, Agência de Promoção das Investimento e Exportações (Apiex). (ANGOP)

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