Bié: Andulo comemora 45 anos existência com desenvolvimento notável

Vista parcial da vila do Andulo (Foto: Angop/Arquivo)

O município do Andulo, província do Bié, comemora, nesta quarta-feira, 13 de Julho, o seu quadragésimo quinto aniversário desde que foi elevada, em 1971, a categoria de cidade com um registo considerável em termos de desenvolvimento sócio-económico.

Ndulo, nome atribuído a Embala “Ombala” mais antiga da área norte da província do Bié, fundada por Ngola Kiluange, vindo da região de Pungo Andongo, província de Malanje, festeja os 45 anos de existência “renascendo” em cada ano que passa das “cinzas deixadas pelo conflito armado” rumo ao desenvolvimento sócioeconómico”.

Antes da colonização da Embala Ndulo, o seu reinado estendia-se até aos municípios de Cunhinga a norte, Catabola a leste e ao Chinguar, a sudoeste, na altura com a denominação de embala Chicolongonjo.

Reza a história que o primeiro regedor da embala “Ombala” Chicolongonjo foi Ukungu, filho de Ngola Kiluange, com a morte do seu filho mais querido não suportou a dor e teve de abandonar a localidade para fixar residência em Ndulo (algo muito amargo).

Com a chegada dos colonos portugueses, foram construídas as primeiras casas na povoação de Kaundy (Ndulo), na medida em que o tempo passava, foi evoluindo, tendo recebido o nome de Macedo de Carvalho Andulo.

Pela fama e autoridade que a Ombala Ndulo exercia e dada a complexidade do pronunciamento do nome pelas populações indígenas, optaram por suprimir Macedo de Carvalho e permanecer apenas de Andulo.

A vila de Andulo passou a categoria de Conselho de 3ª Classe, a 23 de Junho de 1934, conforme vem expresso no Diploma Legislativo 601, tendo como seu primeiro administrador o português Carmo Reis.

Em 1969, o Andulo foi visitado pelo então governador-geral de Angola, Rebocho Vaz, a quem foi solicitado pelas autoridades locais que a vila fosse elevada a categoria de cidade.

Tendo em conta o nível de desenvolvimento atingido naquela época, sobretudo nos domínios do comércio, agricultura, infraestruturas, energia, água e saneamento básico, asfaltagem dos troços rodoviários que ligam as localidades de Andulo/Cuito, Andulo/Calussinga e Calussinga/Mussente, os habitantes viram o seu pedido concretizado a 13 de Julho de 1971.

Associado a dinâmica do tempo, os missionários instalaram-se neste território, onde, para além da missão de evangelização, ajudaram a população com assistência médica e medicamentosa, tendo fundado duas instituições religiosas, nomeadamente as missões de Chilesso, da Igreja Evangélica Congregacional em Angola e de Chicumbi, pertencente à Igreja Católica.

Por ocasião de mais um aniversário da vila, à Angop interpelou o munícipe Olímpio Chicuamanga Eduardo, que destacou o desenvolvimento que o Andulo atingiu em 45 anos desde a sua fundação, essencialmente, com o alcance da Paz efectiva que o país vive, mormente os progressos que deram lugar ao surgimento de novas infraestruturas sociais.

Já o administrador municipal do Andulo, Moisés Américo Capapelo Cachicipaco confirmou a inaugurações pelas autoridades administrativas do Andulo, de infraestruturas, bem como a realização da feira de produtos agrícolas, actividades recreativas, desportivas, culturais, entre outras.

Neste sentido, pediu aos munícipes para festejarem condignamente a data, pautando por uma conduta social e digna, evitando os excessos, visto que a mesma se reveste de extrema importância.

Com um franco desenvolvimento, o município do Andulo, tem estado a testemunhar a construção de inúmeras e novas infraestruturas sociais, através dos Programas de Desenvolvimento Rural, Combate a Pobreza e Fome, bem como a implementação dos serviços Municipalizados de Saúde.

O município do Andulo dista a 130 quilómetros a norte da cidade do Cuito, a sua área territorial corresponde a 10 mil 700 quilómetros quadrados, tem uma população estimada em 234 mil 791 habitantes que habitam em quatro comunas, sendo a sede, Chicumbi, Chilesso e Calussinga e sete blocos, 28 bairros, 57 povoações e 583 aldeias. (ANGOP)

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