Atletas russos falam em ‘espírito de luta’ ao desembarcar no Rio

(Sergei Monin / Sputnik Brasil)

Recebida com de forma muito calorosa por uma grande multidão de fãs e torcedores, a delegação oficial da equipe olímpica da Rússia conversou com a imprensa no momento de sua chegada ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Logo na saída do voo, o boxeador Armen Zakaryan, que actuará apenas como um parceiro de sparring e não competirá nos Jogos, resumiu bem o “espírito combativo” e vitorioso em que se encontram todos os atletas de seu país.

“Chegamos bem. (…) Estamos com o humor excelente, muito animados, preparados para dar o nosso máximo, para lutar até as nossas últimas forças. Porque se a situação política com relação à Rússia já estava tensa, agora, o desporto também foi trazido para o mesmo plano. Teremos que lutar tanto pelas nossas categorias desportivas, como pelos nossos colegas do atletismo, que não foram admitidos [nos Jogos]” – revelou o atleta.

Cansados após mais de 16 horas de voo, feito com escala em Madrid, a maioria dos atletas preferiram não falar com os jornalistas. A equipe de nado sincronizado, no entanto, diversas vezes campeã olímpica em sua categoria, parecia ser uma das mais animadas e abertas ao diálogo com a imprensa.

“Estaremos juntando energias e força pelos próximos dez dias, até o início dos Jogos. (…) Ainda temos 4 horas de voo pela frente. Estamos indo para uma outra cidade – João Pessoa. Portanto, tudo ainda está pela frente” – disse Alexandra Patskevich, campeã olímpica de nado sincronizado.

“Esperamos que esteja tudo preparado para nós por lá, que estejam nos aguardando. Estivemos lá em Janeiro, tem uma piscina óptima. Esperamos que tudo dê certo” – completou a também atleta russa de nado sincronizado Topilina Gelena.

A principal treinadora da selecção de nado sincronizado da Rússia, Tatiana Pokrovskaya, disse que sua equipe está com o “espírito de luta” em alta.

“Agora, temos a responsabilidade de não apenas vencer por nós, mas também por aqueles que não puderam vir. Principalmente, pela equipe de atletismo” – declarou a treinadora.

“Toda a debelação está muito determinada, todos com o espírito de luta. Portanto, tenho a certeza de que, apesar do longo voo, estamos prontos para mostrar o nosso melhor. (…) Já estivemos diversas vezes no Brasil e acho que já nos sentimos em casa quando viajamos para cá” – concluiu a nadadora Svetlana Romashina.

A equipe russa chegou ao Brasil desfalcada por conta das punições internacionais após uma série de escândalos de doping. Sob forte pressão política, a Rússia corria o risco de perder o direito de participar da Rio 2016. O sinal verde veio somente do último dia 24, quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu não afastar toda a delegação, deixando a cargo das federações de cada modalidade a decisão de permitir ou não a presença dos atletas russos nas Olimpíadas.

Todos os atletas russos com histórico de doping foram proibidos de participar dos Jogos. Assim, as selecções russas de natação, pentatlo, canoagem e remo ficaram incompletas. A equipe nacional de atletismo, suspensa pela IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo), também ficou de fora. (SPUTNIK)

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