Atentado com camião contra a multidão em Nice mata 60 pessoas

Há soldados a fazer a segurança nas ruas de Nice (Eric Gaillard/REUTERS)

Autoridades falam em atentado no feriado nacional do 14 de Julho.

Pelo menos 60 pessoas morreram, segundo o procurador de Nice à televisão iTele, quando um camião avançou contra a multidão no Passeio dos Ingleses em Nice. A prefeitura de Nice menciona ainda uma centena de feridos e fala em atentado. Tinha-se juntado muita gente ali, para assistir ao espectáculo de fogo-de-artifício para festejar o feriado nacional do 14 de Julho, Dia da Bastilha.

“O camião rolou sobre a multidão durante uma longa distância, o que explica este número tão grande vítimas”, explicou a televisão BMF Sebastien Humbert, prefeito para a região dos Alpes Marítimos. A prefeitura está a tratar o caso como um ataque terrorista e aconselha os habitantes a ficar em casa. O local onde se passaram estes acontecimentos é um ponto altamente turístico desta cidade do Sul de França.

O incidente deu-se perto do Hotel Negresco e a polícia impôs um significativo perimetro de segurança, relata a AFP. Há muitos polícias, militares e ambulâncias a circular, diz o jornal Le Figaro.” Este ataque acontece a menos de duas semanas de caducar o último prolongamento do estado de emergência (até 26 de Julho), que vigora desde os atentados de Paris, em Novembro do ano passado.

“Foi o caos absoluto”, descreveu um jornalista da AFP que estava presente no local no momento da investida do camião sobre a multidão. “Vimos gente atingida por estilhaços que voavam por todo o lado, ouvíamos pessoas a gritar. Tive de proteger a cara dos destroços.”

Houve uma troca de tiros e o condutor do camião terá sido abatido, avança a prefeitura, citada pelas agências noticiosas. O camião parece estar crivado de balas, dizem os vários media franceses.

Dentro do camião foram encontradas armas, diz o Le Figaro, espingardas e granadas.

O Presidente François Hollande, que estava no Festival de Teatro de Avignon, já regressou a Paris, para se juntar à célula de crise, no Ministério do Interior, com o primeiro-ministro Manuel Valls e Bernard Cazeneuve, o ministro do Interior. (PUBLICO)

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