Assange nega envolvimento da Rússia em vazamento de documentos do Partido Democrata

(flickr.com/ Wikileaks Mobile Informat)

O fundador do portal WikiLeaks, Julien Assange, negou em entrevista ao canal de televisão americano NBC que a Rússia tenha qualquer ligação com o recente escândalo de vazamento de documentos comprometedores do Partido Democrata.

Na semana passada o Wikileaks anunciou a publicação de 19.252 e-mails do Comité Nacional Democrata (DNC), entre os quais há 8.034 com arquivos de altos funcionários do Comité Nacional Democrata, o órgão que dirige o partido. Os documentos divulgados contêm, segundo WikiLeaks, informações sobre a estratégia da virtual candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, para vencer o rival nas primárias, Bernie Sanders.

O ciberataque contra o Partido Democrata, através do qual os e-mails foram obtidos, está sendo investigado pelo FBI.

A equipe de campanha de Clinton tentou desviar as atenções, sugerindo que o ciberataque e a publicação dos e-mails, poderia ter sido ordenada por Moscovo para favorecer o candidato republicano Donald Trump, por este ter uma posição mais crítica à OTAN do que a sua rival democrata.

“Não há provas disso. Nós não revelamos a nossa fonte e, obviamente, trata-se de uma manobra para desviar a atenção, para sustentar a campanha eleitoral de Hillary Clinton” – declarou Assange.

A acusação chegou a ser comentada pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Abordado sobre o tema por um jornalista americano, Lavrov respondeu apenas: “Preferia não ter que usar palavrões”. (SPUTNIK)

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