Um padre morto e um ferido muito grave em sequestro a igreja em França

(Twitter - @fredveille)

Sequestro ocorreu na Normandia, perto de Rouen, e foi já neutralizado pela polícia francesa. Os dois atacantes, armados com facas, foram abatidos pelas autoridades. Unidade antiterrorismo já tomou conta da investigação.

Dois homens armados com facas fizeram cinco reféns numa igreja na Normandia, perto de Rouen, em França, nesta terça-feira, antes de serem abatidos pela polícia, confirmaram as autoridades do país.

Um dos reféns da igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, um padre, Jacques Hamel, 84 anos, foi degolado pelos atacantes e um outro refém, uma mulher, foi ferida com gravidade, tendo sido transportada ao hospital.

Há, ainda, a indicação de mais dois feridos, entre eles um polícia que terá sido atingido por um projétil.

De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, os dois atacantes foram abatidos pela polícia “quando saíam da igreja”. Pierre-Henry Brandet confirmou igualmente a morte de um dos reféns e um ferido “muito grave”.

As vítimas do sequestro foram um padre, duas freiras e dois paroquianos da igreja onde decorria uma cerimónia. Terá sido uma das paroquianas a dar o alerta, depois de conseguir fugir do local.

Agentes do corpo de elite da Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) da polícia puseram fim ao sequestro, que começou entre as 09:00 e as 09:30 (08:00 e 08:30 em Lisboa), cerca das 11 horas locais.

Decorrem também operações de buscas de eventuais explosivos.

(TVI24)
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O Presidente François Hollande, que é natural de Rouen, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve já estão no local.

As motivações dos atacantes bem como a sua identidade estão, ainda, por apurar, mas a unidade antiterrorismo já tomou conta da investigação.

O Vaticano já veio a público condenar o que diz ser uma “morte bárbara”, dizendo que o Papa Francisco ficou chocado com a notícia da morte do padre, particularmente por ter ocorrido numa igreja.

Este sequestro ocorreu num contexto de grande tensão em França, duas semanas depois do ataque em Nice, a 14 de julho, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico. (TVI24)

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