Angola excluída do apoio da USAID

(DR)

Angola está excluída do grupo de países da África Austral que beneficiará de parte do apoio de 300 milhões de dólares que a USAID têm disponível para acudir as populações afectadas pela estiagem ou inundações, por não se encontrar numa situação de calamidade.

O gestor de projectos da USAID em Angola, Ranca Tuba, fez esse anuncio ontem, em Luanda, após uma conferência de imprensa telefónica realizada pelo administrador adjunto dessa organização para a democracia, conflitos e assistência humanitária, David Harden.

Na ocasião, o mais alto responsável da agência que falava a partir dos Estados Unidos da América, esclareceu que o financiamento de 300 milhões de dólares servirá para mitigar os danos causados pelo fenómeno El Niño no Malawi, Madagáscar, Suazilândia e Moçambique.

O gestor de projecto Ranca Tuba explicou que a USAID trabalhou com os Serviços de Protecção Civil e Bombeiros de 2013 a 2015, num projecto que visou atender às aflições da população das imediações da bacia do rio Cuvalai que abrange o Ondjiva, Ombandja e mais dois municípios que não soube precisar.

“Montamos um sistema de alerta prévio, para o caso de haver inundações, e trabalhamos também em colaboração com o governo da Namíbia porque o sistema é o mesmo já que o seu impacto começa em Angola e atinge aquele país”, frisou. Esse projecto encontra-se actualmente sob responsabilidade dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros e do Instituto Nacional dos Recursos Hídricos que estão a estudar uma forma de estendê-lo a outras áreas.

Referiu que apesar de a sua equipa ter restringido as suas acções ao Cuvalai, o equipamento tem capacidade para alertar sobre situações do género que podem ocorrer até na província da Huila. Realçou que além desse projecto, a sua organização trabalhou com o governo angolano no sentido de acudir às populações afectadas pelas cheias e inundações na província do Cunene, de 2008 a 2011. Quanto a mais recente estiagem, disse que a USAID financiou a compra de sementes resistentes ao fenómeno e que foram distribuídas aos camponeses das províncias de Benguela, Huila e Cunene, cujas plantações foram danificadas.

“Essa resposta à seca foi há mais de um ano. Na altura, havia sido disponibilizado um montante que não tenho em mente porque o meu colega que responde por essa área não se encontra no país”, disse. Já o administrador adjunto da USAID para a democracia, conflitos e assistência humanitária, David Harden, manifestou a disponibilidade de o governo americano apoiar Angola, em menos de 12 horas, caso declare estar numa situação de calamidade. (OPAIS)

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