Angola e Coreia do Sul

NSINGUI MALONGUI Gestor e Consultor (Foto: D.R.)

O embaixador sul coreano acreditado em Angola, Kim Dong-chan, anunciou recentemente aquando da audiência concedida, pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, o interesse no reforço da cooperação, com investimentos para o desenvolvimento da economia real do país, ou seja, em áreas fora do sector petrolífero, de modo a apoiar o processo de diversificação da economia nacional.

Dizer que tal pretensão constitui de facto mais-valia, se olharmos para todo o potencial, historial e especificidades da economia sul coreana. Devo destacar aqui a sua experiência de superação, de uma economia altamente empobrecida, para uma das mais ricas do mundo, procurar ainda um casamento perfeito entre as nossas potencialidades, recursos naturais, energéticos, humanos e outros e a avançada tecnologia da Coreia do Sul, desenvolvê-los, e consequentemente impulsionar as economias de ambas as partes, a evolução rápida dos modelos das marcas Hyundai e Samsung das mais conhecidas entre nós é a imagem de marca deste colosso asiático, em uma só palavra ”inovação tecnológica”. E coloca-se aqui como um parceiro estratégico.

As relações de cooperação e amizade entre Angola e Coreia do Sul tiveram início há mais de duas décadas e meia, e de lá para cá têm se consolidado e ganho cada vez mais destaque, pois, a sua presença por cá é notória, com maior realce no sector automobilístico e tecnológico e da defesa, além de apoiar projectos de desenvolvimento agrícola e de formação de quadros.

As trocas comerciais estão avaliadas em mais de 20 mil milhões de dólares, sendo que as exportações da Coreia do Sul para Angola estão avaliadas em cerca de mil 950 milhões de dólares, ao passo que as importações de Angola são de 150 milhões de dólares, segundo a nota da Embaixada daquele país.

A Coreia do Sul apresenta resultados estrondosos, alcançados nestas três últimas décadas, em 1960 de um país pobre após o longo conflito armado, com o PIB per capita menor que muitos países africanos. Nos anos 1980 a 1990 tiveram das maiores taxas de crescimento económico do mundo.

A rápida transformação para uma economia rica e industrializada em um curto período de tempo foi denominada pelo chamado “o milagre do rio Han”. Este notável crescimento económico teve como plataforma, a fabricação virada para exportação e a uma força de trabalho altamente qualificada, sendo que em 2009 era o nono país com mais rendimentos devido às exportações.

Os principais sectores de actividade do país são o têxtil, indústria do aço, fabricação de automóveis, construção naval e o sector electrónico. Neste momento é o maior produtor de semicondutores do mundo.

O sector secundário representa cerca de 40 por cento do PIB, enquanto o sector terciário constitui aproximadamente 60 por cento. O rendimento por habitante passou de 100 dólares em 1963 para aproximadamente 30 mil dólares em 2015.

A sua economia é puxada por grandes conglomerados, também conhecidos como chaebol, que compreende as multinacionais Samsung, LG, Hyundai, Kia, POSCO, Grupo financeiro KB, Companhia eléctrica da Coreia, seguros de vida, grupo financeiro Shinhan, LG Electronics, Hyundai Mobis e LG Chem, frutos dos seus progressos em novas tecnologias. A Samsung é a maior companhia de produtos electrónicos do mundo.

É a maior economia dos tigres asiáticos, a quarta maior da Ásia e a décima quinta do mundo. O seu PIB cresceu 2,7 por cento em 2015. É um importante parceiro comercial das maiores economias mundiais, terceiro melhor parceiro da República Popular da China e do Japão, o sétimo dos Estados Unidos e o oitavo da União Europeia. Seul está constantemente colocada entre as 10 cidades financeiras e comerciais mais importantes da economia global.

É um dos líderes de inovação e tecnologia, sendo o terceiro país com mais patentes registadas, apenas perde para o Japão e os Estados Unidos. Em 2007 detinha a maior taxa de crescimento de patentes dentre os países desenvolvidos em cerca de (14,8 por cento). (jornaldeeconomia)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA