Angola assina memorando de energia hidrocinética com grupo Privinvest

Ministro da Energia e Água - João Baptista Borges (Foto: Franscisco Miudo)

O Ministério da Energia e Águas da República e a Privinveste, um grupo com sede no médio oriente, rubricaram um protocolo de entendimento para a introdução da geração de energia hidrocinética ao longo da próxima década.

De acordo com uma nota do Ministério da Energia e Águas, que Angop teve acesso hoje, Domingo, a cerimónia protocolar de assinatura contou com a presença do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, assim como representantes do grupo Privinveste, líder na geração de energia hidrocinética, tendo iniciado as suas actividades em 2012.

O referido memorando resulta do Decreto Presidencial de 3 de Junho de 2016, rubricado no âmbito do Plano de Segurança Energética 2025 de Angola, no qual o país declarou o seu propósito de atingir 9.000 Megawatts de produção de energia até 2025, com destaque para a geração de energia hidrocinética.

Nos termos do acordo, a Empresa Pública de Produção de Electricidade Prodel e a Privinvest comprometem-se ainda em criar uma empresa conjunta em Angola, responsável no fabrico e operação de parques hidrocinéticos em Angola, sendo que a carga de trabalho será dividida entre Angola e França.

Entretanto, a Prodel acordou comprar toda a produção eléctrica do empreendimento a ser instalado em Angola. Com isso, espera-se que as operações sejam iniciadas com o comissionamento de três locais de teste, que terão uma produção combinada prevista de 12 Megawatts, e preve-se que o primeiro local esteja ligado à rede em 2017.

A Palomar Capital Advisers, agrupada da Privinvest, foi mandatada pelo Governo de Angola para estruturar o financiamento do projecto que será garantido pelo Estado angolano.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou que Angola é um dos países do mundo com maior potencial hídrico por explorar, acrescentando que os seus abundantes cursos de água permitem hoje, com a adopção de tecnologias acessíveis, projectar a electrificação a custos reduzidos e atingir as áreas rurais em toda sua extensão.

“A iniciativa de celebração do acordo com o Grupo Privinvest, para a construção de turbinas hidrocinéticas e montagem de parques electroprodutores, alinha com a estratégia do Governo Angolano, que pretende garantir o acesso à electricidade a mais de 14 milhões de angolanos até 2025”, disse o ministro.

“Depositamos imensa confiança nesses acordos e na capacidade e experiência dos nossos parceiros para transformarmos Angola numa referência mundial, enquanto promotor de soluções de energias limpas e acessíveis”, sublinhou.

As suas áreas fundamentais de actividade são a concepção e construção de navios militares e comerciais, o fornecimento de sistemas integrados, programas de apoio para frotas navais, transferência de tecnologia para países que pretendem desenvolver a sua indústria da construção naval. (ANGOP)

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