Angola a crescer

(Foto: D.R.)

O Angola Investe já é considerado o maior programa de crédito do país, pela sua abrangência e pelo impacto positivo que causa nos mais diversos sectores da economia nacional gerando milhares de empregos directos e indirectos, ao mesmo tempo que promove a diversificação económica que se almeja para mitigar os efeitos da crise.

Um dos maiores méritos deste programa é resolver as maiores dificuldades que o empresariado nacional enfrenta no seu dia-a-dia, que tem a ver com o acesso ao crédito bancário.

Na maior parte das vezes, os projectos dos empresários privados morrem nas gavetas dos gestores bancários devido, alegadamente, à ausência de apresentação de garantias reais e a fraca qualidade técnica dos mesmos.

Com a criação e execução do Angola Investe, esse problema ficou minimizado na medida em que o empresariado nacional já pode aceder ao financiamento bancário mesmo sem garantias reais ou património suficiente para hipotecar em caso de uma solicitação creditícia, bastando para o efeito que o projecto seja inovador, económica viável e reúna requisitos exigidos pelo programa em referência.

Isto acontece porque o Angola Investe é um programa que integra em si outros programas e serviços complementares que se tornam muito necessário para fiabilidade dos projectos apresentados.

Aqui, realçamos a importância do Fundo de Garantia de Crédito, que suporta mais de 70 por cento do risco associado ao projecto, e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) que licencia as empresas e as ajuda a estarem habilitadas para terem acesso ao financiamento no âmbito do Angola Investe, acreditando as suas competências e dando-lhes formação empresarial necessária para uma gestão exitosa durante a implementação dos projectos.

É por essa e outras vantagens, como a facilitação legal e administrativa na constituição de sociedades comerciais, que o programa tem sido, muitas vezes, a única esperança de empresários que têm em carteira projectos que podem contribuir para o desenvolvimento económico e social do país.

Entretanto, as acções do Angola Investe não são milagrosas, ou seja, não bastam por si só, até porque vários constrangimentos de ordem conjuntural, e não só, têm causado sérias dificuldades na execução deste programa, nomeadamente os problemas causados pela crise que o país atravessa nesse momento, como a falta de divisas que impossibilita a aquisição de matéria-prima, máquinas e equipamento que necessariamente devem ser importados.

No entanto, as autoridades económicas do país têm estado a envidar esforços no sentido de implementar estratégias que visam contornar os problemas causados pela crise.

Acreditamos que, como todos os males, não há crise que perdure para sempre e que, tal logo seja ultrapassado esse empecilho, o país tenderá a dar passos mais dinâmicos rumo à diversificação efectiva da nossa economia em prol do bem-estar das populações. (jornaldeeconomia)

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