Abertura dos mercados: Perspectiva de mais estímulos anima bolsas. Petróleo em alta

(Bloomberg)

A possibilidade dos bancos centrais virem a introduzir mais estímulos para travar os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia está a animar as bolsas europeias. Os preços do petróleo estão também a subir.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,60% para 4.480,25 pontos

Stoxx 600 cresce 0,44% para 331,34 pontos

Nikkei valorizou 0,68% para 15.682,48 pontos

“Yield” da dívida a 10 anos de Portugal soma 2,5 pontos base para 3,032%

Euro desce 0,09% para 1,1096 dólares

Petróleo avança 0,50% para 49,96 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias

As principais praças do Velho Continente estão a negociar em alta, impulsionadas pela perspectiva que as autoridades monetárias virem a introduzir mais estímulos para travarem o efeito do Brexit. O principal índice italiano lidera os ganhos no Velho Continente ao somar 1,26%, seguido do espanhol IBEX 35, que avança 1,11%. O PSI-20 cresce 0,60%. O Stoxx 600, índice de referência, valoriza 0,44%.

Na Ásia, o dia foi também de ganhos, com as acções a serem impulsionadas igualmente pela crença dos investidores de que os bancos centrais vão limitar as repercussões negativas nos mercados da decisão britânica de deixar a União Europeia.

Juros sem tendência

Os investidores estão a exigir taxas de juro mais baixas para terem dívida portuguesa de curto prazo. A nove e a dez anos, os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a subir. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” somam 2,5 pontos base para 3,032%. Esta evolução tem lugar numa altura em que o mercado antecipa que o Banco Central Europeu vai introduzir mais medidas de estímulo para travar os efeitos do Brexit.

No mesmo prazo, mas no caso da dívida germânica, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si, somam 2,9 pontos base para -0,102%.

Banco de Inglaterra trava libra

O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, disse ontem que no Verão vão ser adoptadas mais medidas de estímulo para travar os efeitos negativos do Brexit na economia britânica. E um corte de juros pode ser anunciado já a 4 de Agosto. “As perspectivas deterioraram-se pelo que será necessário adoptar mais medidas de estímulo monetário ao longo do Verão”, afirmou o Governador do Banco de Inglaterra (BoE), ressalvando que esta é a sua perspectiva e não a de todos os membros do banco central.

E a possibilidade de introdução de medidas de estímulo está a penalizar a recuperação da moeda do Reino Unido face ao dólar. Na última sexta-feira, a libra tocou em mínimos de 31 anos, após os investidores perceberem que o Reino Unido tinha escolhido sair do bloco europeu.

Por esta altura, a libra recua 0,07% para 1,3302 dólares. Face ao euro, a libra soma 0,03% para 1,1988 euros. O euro perde 0,09% para 1,1096 dólares.

Petróleo com maior ganho trimestral desde 2009

Depois de ter registado o maior ganho trimestral desde 2009, impulsionado pela quebra das reservas dos EUA o que fez crescer a especulação que o excesso de oferta mundial está a aliviar, a cotação do petróleo está a subir. O West Texas Intermediate soma 0,43% para 48,54 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, 0,50% para 49,96 dólares por barril.

Zinco sobe para máximos de um ano
O zinco está a negociar em máximos de um ano depois de o índice de gestores de compras PMI na China ter ficado, no mês que ontem fechou, em 50.0 pontos, o valor que estabelece a fronteira entre expansão e contracção da actividade, contra os 50.1 pontos registados no mês anterior. Este metal somou 1,1% para 2.128 dólares por tonelada métrica em Londres.

Destaques do dia

Há quatro ofertas pelo Novo Banco mas ainda por validar. Havia seis candidatos e foram entregues quatro ofertas. A proposta do BCP, que não avança um valor de compra, pode ser desclassificada. Estão ainda na corrida o BPI, a aliança Apollo/Centerbridge e a Lone Star, ofertas ainda a validar. O Santander não foi a jogo.

IVA desce com fiscais à mesa. Em troca da reposição da taxa de IVA nos 13%, a restauração promete investir, criar emprego e cooperar activamente com o Fisco no combate à evasão fiscal. Agora não há mais desculpas, diz a AHRESP, que esta sexta-feira sentará à mesa vários governantes no Toucinho, em Almeirim.

Reportagem: “Vão multar-nos se o cliente comer na calçada?”. Em vésperas da entrada em vigor das novas regras do IVA, as dúvidas são muitas. Há até quem nem acredite que a taxa vai mexer e ainda não se tenha preparado.

Novo semestre, a mesma incerteza nos mercados. As bolsas europeias tiveram a pior primeiro semestre desde 2008 e o PSI-20 não escapou à pressão. Num ano que já tinha arrancado cheio de dúvidas, a incerteza agora volta-se para o Brexit. O foco estará na resposta dos bancos centrais.

Migração para a SEPA provoca fuga nos débitos directos. Os débitos directos diminuíram, contrariando o aumento dos restantes sistemas de pagamentos. Com a migração para a SEPA, as empresas preferem bancos estrangeiros para fazer as operações.

Antes do verde, código, verde, a escolha é do comerciante. Entre as opções de pagamento que são apresentadas aos clientes, a primeira é Visa/Mastercard. Mas os comerciantes podem alterar esta ordem, se assim o entenderem.

O que acontece hoje
Zona Euro

Taxa de desemprego, em Maio [anterior: 10,2% ; estimativa: 10,1%].

EUA

Índice ISM para a indústria, em Junho [anterior: 51,3 pontos; estimativa: 51,5 pontos].

Gastos na construção, em Maio [anterior: -1,8% ; estimativa: 0,6%]. (ANGOP)

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