Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência definida. Euro e petróleo em queda

(REUTERS)

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida. Os preços do petróleo estão a cair e o euro recua. Por outro lado, a libra avança no dia em que Theresa May vai ser nomeada primeira-ministra.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,55% para 4.615,93 pontos

Stoxx 600 cresce 0,13% para 336,71 pontos

Nikkei subiu 0,84% para 16.231,43 pontos

“Yield” da dívida de Portugal a 10 anos recua 2,5 pontos base para 3,107%

Euro cede 0,09% para 1,1051 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 1,46% para 47,76 dólares por barril

Bolsas europeias sem tendência definida
As principais praças do Velho Continente estão a negociar sem uma tendência definida. O PSI-20 lidera os ganhos, subindo 0,55%, seguido do francês CAC 40, que avança 0,32%. O Stoxx600, índice de referência, soma 0,13%. Em sentido contrário, a liderar as quedas está a praça britânica, que recua 0,26%, seguida do germânico DAX, que perde 0,16%.

Na Ásia, a sessão foi de ganhos, impulsionada pelo optimismo dos investidores em relação à introdução de estímulos em algumas das principais economias mundiais. Ainda ontem, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou o lançamento de um novo pacote de estímulos à economia do país. Os detalhes deste plano ainda não são conhecidos.

Juros aliviam

No mercado secundário, os juros da dívida pública nacional estão a cair em todos os prazos. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si descem 2,5 pontos base para 3,107%. Tendência diferente regista-se na dívida alemã, com as “yields” a dez anos a subirem 5,3 pontos base para -0,038%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 312,8 pontos.

Libra perto da maior série de ganhos em dois meses

A moeda britânica está próxima de registar a série de ganhos mais longa de dois meses antes de Theresa May ser nomeada primeira-ministra do Reino Unido. A chegada de Theresa May à liderança do Governo britânico coloca um ponto final na incerteza política que se verificou após o referendo à permanência do país na União Europeia (em que os britânicos se mostraram favoráveis à saída) com a consequente decisão de saída de David Cameron, primeiro-ministro e partidário da permanência do país no bloco europeu. Theresa May terá agora como uma das principais missões negociar a saída do país da UE. Face ao dólar, a libra avança 0,14% para 1,3265 dólares. Em relação ao euro, a moeda britânica cresce 0,23% para 1,2004 euros. O euro cede 0,09% para 1,1051 dólares.

Petróleo em queda

A cotação do “ouro negro” está a derrapar nos mercados internacionais, penalizada pelos dados da indústria norte-americana que indicam que as reservas de petróleo aumentaram, o que faz crescer os receios em relação ao excesso de oferta mundial. Os dados do American Petroleum Institute (associação comercial da indústria do petróleo e do gás natural), citados pela Bloomberg, apontam que os inventários cresceram 2,2 milhões de barris na semana passada. Os dados do Departamento de Informação Energética serão revelados esta quarta-feira. O West Texas Intermediate recua 1,32% para 46,18 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desvaloriza 1,46% para 47,76 dólares por barril.

Cobre em alta
Os preços do cobre em Londres estão a subir animados pela expectativa da introdução de mais estímulos em algumas economias. Esta manhã, a matéria-prima subiu 3,4% para 5.032 dólares por tonelada métrica na London Metal Exchange.

Destaques do dia

Bolsas anulam Brexit com mais estímulos. Após o estrondo causado pelo “não” dos britânicos à União Europeia, as bolsas mundiais já apagaram o impacto das más memórias. A expectativa de mais estímulos dos bancos centrais tem animado, com o foco no que fará o Banco de Inglaterra esta quinta-feira.

Bancos já deram mais crédito para a casa do que em todo o ano de 2013. Os bancos emprestaram quase 500 milhões de euros para a compra de casa, em Maio. Este valor, que é o mais elevado desde a chegada da troika, eleva para mais de dois mil milhões de euros o valor concedido este ano.

Maior consumo deverá continuar a suportar petróleo. A OPEP antecipa um aumento da procura de crude em 2017. Analistas esperam que maior equilíbrio continue a animar os preços.

Nem sanções a doer nem mais medidas. Está formalmente aberto o procedimento que pode culminar na aplicação de uma multa de 360 milhões de euros a Portugal, mas Bruxelas admite que a sanção seja meramente simbólica. O Eurogrupo quer mais medidas, mas Centeno garante que não há plano B.

Violas Ferreira propõe fusão do BFA e da CGD em Angola.O maior accionista português do BPI propõe a fusão do BFA e do banco da CGD em Angola. É a solução dos Violas Ferreira para o problema angolano do BPI e implica o fim da OPA. A oferta “beneficia o CaixaBank e prejudica os restantes accionistas”, diz Tiago Violas Ferreira.

Governo promete medidas eficazes na carta a Bruxelas. O Governo já começou a escrever a carta que vai enviar à Comissão Europeia para mitigar as sanções e espera enviá-la ainda esta semana. Na missiva, o Executivo vai garantir que está a adoptar “acções eficazes” para baixar o défice.

O que vai acontecer hoje

Perspectivas para economia nos EUA. É divulgado o Livro Bege da Fed, onde o banco central norte-americano deverá dar indicações sobre o crescimento económico no país.

Dados económicos nos EUA. É reportado o índice de preços na importação, em Junho.

Indicadores na Zona Euro. O gabinete de estatísticas europeu divulga a produção industrial em Maio. (Jornal de Negocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA