Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda. Petróleo e euro igualmente no vermelho

(Negocios)

As principais praças europeias estão a negociar em queda, registando desvalorizações inferiores a 0,5%. O petróleo e o euro acompanham a tónica negativa.

Os mercados em números

PSI-20 cede 0,03% para 4.574,36 pontos

Stoxx 600 desliza 0,37% para 337,43 pontos

Nikkei subiu 1,37% para 16.723,31 pontos

“Yield” 10 anos de Portugal perde 0,7 pontos base para 3,127%

Euro recua 0,05% para 1,1070 dólares

Petróleo desce 0,02% para 46,95 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias no vermelho

As principais praças europeias estão a negociar em terreno negativo, aliviando assim dos ganhos registados na primeira sessão da semana. Ontem, as praças europeias foram animadas nomeadamente pelo anúncio da compra da tecnológica britânica ARM Holdings por parte do grupo nipónico SoftBank, por 32 mil milhões de dólares.

No Velho Continente, o espanhol IBEX35 lidera as quedas, desvalorizando 0,36%, seguido pelo germânico DAX, que recua 0,30%. O Footsie perde 0,26%. O PSI-20 cede 0,03%. O Stoxx600, índice de referência, desliza 0,37%.

No Japão, a sessão foi de ganhos. O Topix, que encerrou a subir 1,08%, registando a série mais longa de ganhos em nove meses. O Nikkei encerrou a somar 1,37%. A impulsionar a negociação esteve o facto de o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, ter vencido há dias as eleições na câmara alta japonesa. Com esta vitória, o mercado acredita que o chefe de Governo tem um mandato reforçado para introduzir mais estímulos na economia. Destaque em Tóquio para o facto de o SoftBank ter encerrado a cair esta terça-feira 10,32% para 5.387,0 ienes, o que representa a maior queda em quatro anos.

Juros em queda

No mercado secundário, os juros da dívida pública portuguesa estão a cair em todos os prazos. A dez anos, a maturidade tida como de referência, as “yields” cedem 0,7 pontos base para 3,127%. No mesmo prazo, mas no caso da dívida alemã, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si perdem 2,2 pontos base para -0,038%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 314,2 pontos.

Libra e euro em queda

A moeda britânica esteve ontem a negociar em alta, numa altura em que o Reino Unido tem um novo Governo que terá a missão de negociar a saída do país da União Europeia. Além disso, a negociação da libra terá sido impulsionada pela notícia da compra da empresa britânica ARM Holdings pelos japoneses do SoftBank. Por este terça-feira, a moeda britânica está a aliviar desses ganhos, perdendo terreno face ao dólar e ao euro. A libra cede 0,20% para 1,3228 dólares. Face à moeda da Zona Euro, a divisa do Reino Unido desliza 0,16% para 1,1949 euros. Em relação ao dólar, o euro perde 0,05% para 1,1070 dólares.

Petróleo penalizado pela especulação de crescimento da produção

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais penalizados pela especulação que sugere que a produção norte-americana da matéria-prima continua a crescer. A especulação surge numa altura em que as plataformas estão novamente a trabalhar. Amanhã serão conhecidos os dados da Administração de Informação Energética. E, de acordo com a Bloomberg, a previsão é que os inventários de crude tenham diminuído em 2,1 milhões de barris na semana passada. Por outro lado, a oferta estará mais de 100 milhões de barris acima da média em cinco anos. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, cede 0,04% para 45,22 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, transaccionado em Londres e que serve de referência para as importações europeias, desliza 0,02% para 46,95 dólares por barril.

Ouro próximo de mínimos de duas semanas

O ouro está a aproximar-se do nível mais baixo em mais de duas semanas, numa altura em que os investidores voltam a mostrar mais apetite por activos de risco, afastando-se assim da classe de activos considerados de refúgio como é o caso do ouro. Ainda assim, por esta altura, a matéria-prima, para entrega imediata, cresce 0,13% para 1.330,59 dólares por onça.

Destaques do dia

Bancos ganham cinco milhões com obrigações para o retalho. Liquidez a banca tem. Faltam são receitas. Daí o apetite das instituições financeiras pelas obrigações de dívida pública para o retalho. Renderam milhões na primeira operação, podendo voltar a gerar ganhos expressivos nesta nova emissão que arranca esta quarta-feira.

Dívida colocada no retalho vai superar três mil milhões. O Estado está a apostar forte no retalho para a obtenção de financiamento. As OTRV são a mais recente “arma” para captar poupanças. Com os 500 milhões a obter nesta operação o total vai superar os três mil milhões.

Avaliação da nova gestão da Caixa ainda está em Lisboa. A futura equipa de gestão da Caixa está completa mas o BCE ainda não avaliou os seus membros. Primeiro é preciso que a comissão liderada por Laginha de Sousa e o Banco de Portugal se pronunciem. Supervisor europeu já terá conhecimento da lista.

Os critérios do BCE para avaliar a nova gestão da CGD. O BCE tem a responsabilidade final de avaliar a competência e a idoneidade da futura administração da Caixa. Este exercício será feito tendo em conta cinco critérios, que vão desde o conhecimento sobre o sector à compatibilidade da equipa como um todo.

BCE alerta para perigos da falta de liderança na Caixa. A CGD está sem “direcção estratégica e sem liderança”, uma “situação potencialmente perigosa”, apontava o BCE na carta de 8 de Junho. Mais de um mês depois, Caixa aguarda nova gestão.

Sem boa vontade de Bruxelas austeridade duplica em 2017. Enquanto argumenta contra sanções por um desvio nas contas do passado, o Governo já conta com uma flexibilização de Bruxelas de 0,2% do PIB nas contas do futuro. Essa é a margem permitida para financiar reformas em países com défice abaixo de 3% do PIB.

Cidadãos decidem para onde vai 0,004% do OE. O Governo lançou segunda-feira, 18 de Julho, a iniciativa Orçamento Participativo, que pretende dar aos cidadãos a possibilidade de apresentar ideias para executar com fundos públicos. Verba total será de três milhões de euros.

O que vai acontecer hoje

Alemanha

Índice ZEW, que mede a confiança dos investidores, relativo a Julho.

Portugal

INE divulga Síntese Económica de Conjuntura, relativa a Junho.

Zona Euro

São divulgados os dados da construção, referentes a Maio.

EUA

São publicados dados sobre a construção de casas, relativos a Junho

Divulgação dos dados sobre as Licenças de construção, referentes a Junho

Goldman Sachs divulga resultados do primeiro semestre do ano

Resultados do primeiro semestre do ano

FMI actualização as projecções macroeconómicas

Microsoft revela os resultados do primeiro semestre do ano. (Jornal de Negocios)

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