Abertura dos mercados: Bolsas europeias em queda, asiáticas em alta

(Bloomberg)

As bolsas asiáticas negociaram no verde depois de o PIB chinês ter crescido 6,7% no segundo trimestre. Com o japonês Topix a negociar em máximos de 10 de Junho. Na Europa o sentimento na abertura da sessão é o oposto, registando-se quedas generalizadas depois do ataque de Nice.

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,62% para 4.556,32 pontos

Stoxx 600 recua 0,23% para 337,72 pontos

Nikkei sobe 0,68% para 16.497,85 pontos

“Yield” da dívida de Portugal a 10 anos recua 0,8 pontos base para 3,107% no prazo a 10 anos

Euro sobe 0,05% para 1,1126 dólares

Brent cai 0,99% para 46,90 dólares

Bolsas europeias em queda

Depois de na última sessão terem regressado a terreno positivo, as bolsas europeias iniciaram o último dia da semana em queda, no dia seguinte a mais um ataque terrorista em França. O atentado da noite de quinta-feira em Nice fez pelo menos 84 mortos. O índice de referência europeu Stoxx 600 recua 0,23%, com praticamente todas as principais praças em queda. As excepções são Milão e Londres, que oscilam entre ganhos e perdas muito ligeiros.

Topix em máximos de 10 de Junho
O índice bolsista japonês Topix negociou no valor mais elevado desde 10 de Junho, na quinta sessão seguida a valorizar. O Topix registou mesmo o maior ganho semanal desde 2009, beneficiando da desvalorização da moeda nipónica, um factor que poderá beneficiar as exportações do país. Com eleições para a câmara alta do Parlamento do país no domingo, os investidores acreditam que o primeiro-ministro Shinzo Abe continuará a adoptar políticas de apoio ao crescimento económico.

Mercado de dívida em queda

A taxa de juro exigida pelos investidores nos mercados secundários para comprarem dívida pública portuguesa está a recuar 0,8 pontos base para 3,107% no prazo a 10 anos. Em Espanha verifica-se a mesma tendência, com a “yield” a 10 anos a cair 0,4 pontos para 1,522%. Também a “yield” da Alemanha está a descer 0,5 pontos para -0,045%.

Libra sobe face ao dólar

Depois de ontem o Banco de Inglaterra ter decidido manter inalterada a taxa de juro directora do país em 0,5%, a libra está a valorizar 0,52% para 1,3413 dólares.

Já o euro está a subir ligeiramente contra o dólar, com a moeda europeia a somar ligeiros 0,05% para 1,1126 dólares.

Petróleo cai 1%

Tanto em Londres como em Nova Iorque o preço do petróleo segue a desvalorizar em torno de 1%. O Brent londrino recua 0,99% para 46,90 dólares, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate está a perder 1,01% para 45,22 dólares. A contribuir para esta tendência está a previsão dos analistas do BNP Paribas que perante a quebra no consumo da matéria-prima antecipam que o preço do ouro negro venha novamente a recuar para perto de 40 dólares por barril.

Yuan em alta após crescimento do PIB chinês

O PIB da China avançou 6,7% do segundo trimestre deste ano comparativamente com o período homólogo, uma performance ligeiramente acima do crescimento de 6,6% que era antecipado pelos analistas. Os investidores acreditam que o governo chinês continuará a implementar medidas de apoio à segunda maior economia mundial. O yuan reagiu em alta, alcançando a maior valorização registada durante esta semana. As bolsas chinesas fecharam a sessão em alta.

Ouro em queda

O ouro está a descer 0,19% para 1.332,75 dólares por onça.

Destaques do dia

Reembolsos do IRS podem complicar contas do défice. Em 2014, no espaço de um mês e meio, o Governo apresentou três versões da reforma do IRS, cada uma mais generosa do que a outra, sem actualizar as contas quanto ao seu custo nem fazer reflectir a totalidade das mexidas nas tabelas de retenção na fonte. A factura chega agora, com reembolsos superiores aos do ano passado, que poderão complicar as contas do défice.

Caixa e BES ameaçam défice por vários anos. A banca promete continuar a ser uma dor de cabeça para os responsáveis pela gestão orçamental este ano e nos seguintes. Em 2016, a grande ameaça surge da recapitalização da CGD que poderá rondar os 4 mil milhões de euros (2,2% do PIB), mas não é a única. O BES, que já tramou as contas de 2014, poderá continuar a custar dinheiro aos contribuintes, com impacto nas metas relevantes para Bruxelas.

Tomada de posse da nova equipa da Caixa ainda sem data marcada. O Negócios apurou que não há data marcada para o efeito, até porque ainda falta terminar o processo de validação dos 19 nomes que foram enviados aos reguladores. O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse, no final do mês passado, que a nova equipa liderada por António Domingues deveria entrar em funções em Julho. Já depois disso, Marcelo Rebelo de Sousa avançou mesmo uma data para a posse quando, a 5 de Julho, apontou que ocorreria dentro de “10 a 12 a dias”. Mas nada está marcado.

BCP questiona dinheiro para a Caixa. O BCP decidiu questionar Bruxelas sobre a operação de capitalização da Caixa Geral de Depósitos, apurou o Negócios. Por trás desta decisão estará o facto de o banco liderado por Nuno Amado duvidar que o Estado possa injectar 4.000 milhões de euros na instituição numa lógica de investidor privado, quando a CGD apenas necessita de 2.000 milhões para cumprir as exigências de solidez. Além disso, o BCP terá receio das consequências que uma sobre-capitalização da Caixa poderá ter no resto do sistema.

O que vai acontecer hoje

Preços na Produção Industrial. INE anuncia os valores de Junho

Banco de Portugal. Boletim oficial

Eurostat. Índice de preços no consumidor em Junho e balança comercial em Maio

EUA. Índice de preços no consumidor em Junho. (Jornal de Negocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA