Abertura dos mercados: Bolsas europeias em alta. Petróleo sem tendência definida

(Bloomberg)

As principais praças do Velho Continente estão a negociar em terreno positivo, após ter falhado a tentativa de golpe de Estado na Turquia. Os preços do petróleo estão a negociar sem uma tendência definida.

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,85% para 4.600,46 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,48% para 339,54 pontos

“Yield” 10 anos de Portugal deslizam 2,0 pontos base para 3,114%

Euro soma 0,18% para 1,1055 dólares

Petróleo sobe 0,06% para 47,64 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias no verde

As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, depois de na sexta-feira ter falhado uma tentativa de golpe de Estado na Turquia. Esta tentativa de derrubar o Governo de Recep Tayyip Erdogan teve lugar menos de uma semana depois de as bolsas mundiais terem dado sinais de recuperação após o referendo britânico. Realizou-se a 23 de Junho um referendo no Reino Unido em que os britânicos foram chamados a decidir sobre a permanência do país na União Europeia. E os britânicos decidiram pela saída, o que levou as bolsas mundiais a registarem perdas expressivas.

Por esta altura, o PSI-20 lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 0,85%, seguido pelo francês CAC40, que avança 0,76%. O Stoxx 600, índice de referência, sobe 0,48%.

Na Ásia, o mercado japonês esteve encerrado. Na China, as principais praças encerraram sem tendência definida. O Shanghai Composite terminou o dia a cair 0,35% e o Hang Seng China Enterprises (Hong Kong) somou 0,40%.

Juros da dívida em queda

Os juros da dívida pública no mercado secundário estão a cair em todos os prazos. A dez anos, a maturidade considerada de referência, as “yields” cedem 2,0 pontos base para 3,114%. No caso da dívida alemã a dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 1,4 pontos base para -0,008%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 309,8 pontos.

Libra em alta

A moeda britânica está a negociar em alta nomeadamente face ao dólar e ao euro, numa altura em que o Reino Unido tem um novo Governo. E depois do Banco de Inglaterra, na semana passada, ter decidido manter a taxa de juro de referência. No entanto, segundo a Bloomberg, os especialistas apontam que esta evolução da libra tem lugar numa altura em que estão apenas a ser dados os primeiros passos para que o Reino Unido deixe a União Europeia, cumprindo assim a vontade expressa pelos cidadãos no referendo de Junho. O novo Governo de Theresa May conta já com elementos para negociarem com as instâncias europeias a saída, porém, formalmente, ainda não foi dado qualquer passo nesse sentido. A libra soma 0,36% para 1,3240 dólares. Face ao euro, a moeda britânica avança 0,23% para 1,1976 euros. O euro soma 0,18% para 1,1055 dólares.

Brent abaixo dos 48 dólares

Os preços do petróleo estão a negociar sem uma tendência definida nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate cede 0,09% para 45,91 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 0,06% para 47,64 dólares por barril. Esta evolução do Brent do Mar do Norte tem lugar depois de ter falhado, na sexta-feira, uma tentativa de golpe de Estado na Turquia. A tentativa de golpe de Estado gerou receios de que viessem a surgir perturbações no abastecimento mas os navios continuam a passar pela conduta desde a Rússia e o Iraque para o mar Mediterrâneo.

Ouro em queda
O ouro está a recuar depois de dados económicos terem mostrado que a economia norte-americana está a dar sinais de robustez, aumentando a especulação que a Reserva Federal do Estados Unidos pode subir os juros ainda este ano. Por esta altura, o ouro, para entrega imediata desce 0,62% para 1.329,22 dólares por onça.

Destaques do dia

Bancos pedem, IGCP dá mais obrigações de retalho. Cristina Casalinho justifica a nova emissão do produto de retalho com a forte procura dos bancos pelos títulos. É que as OTRV estão recheadas de comissões bancárias. Quanto à revisão do prémio, a presidente do IGCP diz que procura reflectir as taxas do mercado.

Casalinho aponta para revisão dos certificados em 2017. O Tesouro avançou com uma revisão dos certificados em Janeiro de 2015. Agora, a presidente do IGCP avança que no início de 2017 deverá voltar a fazê-lo.

Carlos Tavares vai ser administrador não executivo da CGD. O presidente do grupo PSA Peugeot Citroën, o português Carlos Tavares, vai integrar a nova equipa de administração da Caixa Geral de Depósitos.

Particulares ajudam a travar queda de depósitos no Novo Banco. Os depósitos dos clientes de retalho do Novo Banco cresceram 400 milhões no segundo trimestre, compensando a queda entre os institucionais. Saldo do semestre é de queda.

Propostas para o Novo Banco dão matéria para trabalhar. O Banco de Portugal considera que entre as propostas de compra para o Novo Banco há matéria para trabalhar. E admite que, em função da evolução dos contactos com os candidatos, haja margem para entrar numa negociação. Só deve haver decisões em Agosto.

Efacec: “Temos 2.400 pessoas. Não há mais despedimentos”. Efacec 2020. Este é o nome do plano que serve de guião à comissão executiva liderada por Ângelo Ramalho. O gestor sublinha que uma das vantagens da empresa é a de ter uma “grande capacidade de se adaptar aos requisitos do cliente”. Depois de ter passado por um profunda reestruturação, não há mais despedimentos. Palavra do CEO.

“As nossas exportações vão aproximar-se dos 100%”, diz CEO da Efacec. Ângelo Ramalho diz que a empresa vai regressar aos lucros no próximo ano e que as exportações se irão aproximar dos 100% até 2020. A crescer a dois dígitos, as vendas podem chegar este ano aos 500 milhões.

Ângelo Ramalho: “Notoriedade de Isabel dos Santos é uma mais-valia”. Ângelo Ramalho afirma que a sua escolha para liderar a Efacec “teve na base um processo absolutamente competitivo”. Antes disso só conhecia Isabel dos Santos “de nome”. Agora tem “muito boa impressão” da empresária angolana.

O que vai acontecer esta segunda-feira

Dados do INE. Divulga Estatísticas da Construção e Habitação, relativo a 2015.

Resultados nos EUA. O Bank of America, a Netflix e a Yahoo apresentam as contas relativas ao primeiro semestre. (Jornal de Negocios)

por Ana Laranjeiro

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