Abertura dos mercados: Bolsas em queda com investidores de olho nos resultados trimestrais

(Bloomberg)

As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo, num dia que será marcado pela apresentação dos resultados trimestrais de várias empresas no Velho Continente. O euro segue em alta e o petróleo quase inalterado.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,32% para 4.723,68 pontos

Stoxx 600 perde 0,27% para 341,81 pontos

Nikkei desvalorizou 1,013% para 16.476,84 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1 ponto base para 3,005%

Euro ganha 0,36% para 1,1098 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,02% para 43,48 dólares o barril

Bolsas europeias em queda

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quinta-feira, 28 de Julho, com os investidores a digerirem as mensagens da Reserva Federal norte-americana e a aguardarem a divulgação dos resultados trimestrais de várias empresas do Velho Continente.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,27% para 341,81 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 contraria a tendência com uma subida de 0,32% para 4.723,68 pontos, impulsionada sobretudo pelo BCP e pela Jerónimo Martins. A retalhista ganha 2,71% para 14,955 euros, depois de ter revelado que os seus lucros aumentaram 15% no primeiro semestre para 172 milhões de euros. Já o BCP valoriza 1,08% para 1,88 cêntimos.

Juros da dívida portuguesa acompanham subidas ligeiras na Europa

Os juros da dívida portuguesa estão em alta ligeira, acompanhando a tendência que se estende à generalidade dos países do euro. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos aumenta 1 ponto base para 3,005%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, o agravamento é de 1,7 pontos para 1,120%. Já na Alemanha os juros da dívida a dez anos contrariam a tendência com uma descida de 0,5 pontos para -0,084%.

Euro em alta face ao dólar após reunião da Fed

A moeda única europeia está a negociar em alta face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, com a divisa norte-americana a reflectir a baixa probabilidade de um aumento dos juros nos Estados Unidos, no curto prazo.

Esta quarta-feira, a Fed decidiu manter a taxa dos fundos federais entre 0,25% e 0,50%, salientando contudo uma melhoria dos indicadores na maior economia do mundo. Segundo a Bloomberg, os traders apontam para uma probabilidade de apenas 26% de o banco central norte-americano anunciar uma alteração da taxa directora em Setembro.

O euro sobe 0,36% para 1,1098 dólares.

Subida das reservas deixa petróleo próximo de mínimos de três meses

O petróleo está pouco alterado nos mercados internacionais, próximo do valor mais baixo em três meses. Esta evolução acontece depois de ter sido revelado que as reservas de crude dos Estados Unidos aumentaram inesperadamente na semana passada.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, as reservas de crude aumentaram em 1,67 milhões de barris para 521,1 milhões, a primeira subida em dez semanas.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,02% para 41,93 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,02% para 43,48 dólares.

Ouro quase inalterado após maior subida desde o Brexit

O metal precioso está praticamente alterado depois de ter valorizado 1,5% na sessão de ontem, a maior subida desde que os eleitores britânicos escolheram sair da União Europeia.

A subida do ouro reflectiu a indicação dada pela Reserva Federal norte-americana de que a instituição continua comprometida com uma subida gradual dos juros na maior economia mundial.

O ouro sobe 0,02% para 1.340,34 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 0,19% para 20,4045 dólares.

Destaques do dia

Boa nota no teste de stress adia contas do BCP. O BCP passou nos testes de stress e quer que o mercado saiba. Por essa razão, decidiu adiar a apresentação dos resultados semestrais para sexta-feira, dia de divulgação dos resultados à avaliação da banca europeia. Até porque os lucros do banco baixaram no semestre.

Perdas com dívida da PT no Deutsche Bank entre nada e 80%. O Deutsche Bank informou o mercado do evento de crédito nas obrigações da PT, garantidas pela Oi. A medida tem consequência em mais de uma dezena de produtos montados pelo banco alemão.

Jerónimo Martins lucra 172 milhões no semestre. O grupo dono do Pingo Doce e da polaca Biedronka terminou o primeiro semestre do ano com vendas de 6,95 mil milhões, a crescer 4,7%.

Lucros e receitas do Facebook superam previsões. A rede social liderada por Mark Zuckerberg anunciou um lucro por acção e um volume de negócios acima das expectativas do consenso de mercado. Os investidores gostaram e as acções seguem a disparar no “after-hours” e já atingiram máximos históricos.

Fed mantém taxas de juro e vê menos riscos de curto prazo. O Comité Federal do Mercado Aberto da Reserva Federal dos EUA manteve a taxa de juro entre 0,25% e 0,50%. Mas considera que os riscos de curto prazo desceram.

O que vai acontecer hoje

Resultados. Alphabet, Amazon, Credit Suisse, BNP Paribas, Lloyds Banking Group, L’Oreal, Volkswagen, Euronext, Total e Repsol apresentam os resultados relativos ao segundo trimestre.

Resultados nacionais. EDP, Altri e REN apresentam os resultados do segundo trimestre.

Zona Euro. Indicador de confiança económica, relativo a Julho.

INE. Inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, relativos a Julho; Estatísticas do turismo, relativas a 2015; Estimativas mensais de emprego e desemprego, relativo a Junho.

Alemanha. Índice de preços no consumidor, relativo a Julho.

EUA. Pedidos continuados de subsídio de desemprego, na semana passada; Novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana terminada a 16 de Julho. (Negocios)

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