Abertura dos mercados: Bolsas em alta animadas pela perspectiva de mais estímulos

(Bloomberg)

As principais bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, animadas pela expectativa dos investidores que os bancos centrais vão introduzir mais medidas de estímulo. Petróleo e libra sobem.

Os mercados em números

PSI-20 avança 0,26% para 4.502,38 pontos

Stoxx 600 ganha 0,40% para 333,58 pontos

Nikkei encerrou a subir 0,60% para 15.775,80 pontos

“Yield” da dívida a 10 anos de Portugal sobe 1,3 pontos base para 3,028%

Euro cede 0,02% para 1,1134 dólares

Petróleo ganha 0,52% para 50,61 dólares por barril em Londres

Perspectiva de estímulos impulsiona bolsas

As principais bolsas europeias estão a negociar esta segunda-feira, 4 de Julho, em terreno positivo. Os investidores especulam que os bancos centrais e que algumas das economias mais fortes vão introduzir medidas de estímulo monetário após a decisão do referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia em que os partidários da saída obtiveram a maioria dos votos. Esta perspectiva está a animar os mercados.

No Velho Continente, o britânico Footsie lidera os ganhos ao subir 0,44%, seguido do espanhol IBEX35, que avança 0,36%. O PSI-20 cresce 0,26%. O Stoxx 600, índice de referência, valoriza 0,40%. A excepção a esta tónica positiva é o índice francês CAC40, que cede 0,02%.

Na Ásia, o dia foi igualmente de ganhos, com as acções a beneficiarem do optimismo do mercado em relação à possibilidade de mais estímulos. As bolsas nos Estados Unidos vão estar esta segunda-feira encerradas por ser feriado no país.

Juros em alta ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão a subir em quase todos os prazos. Na maturidade a dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si avançam 1,3 pontos base para 3,028%. No caso da dívida alemã, as “yields” estão também a subir e a dez anos verifica-se um crescimento dos juros de 1,1 pontos base para -0,115%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 310,9 pontos.

Libra interrompe queda

A moeda britânica interrompeu esta segunda-feira a sua maior queda de duas semanas em mais de sete anos, estando a valorizar face ao dólar e ao euro. Esta evolução da divisa tem lugar numa altura em que as autoridades do Reino Unido estão a apontar medidas para impulsionar a economia britânica quando o país se prepara para sair do bloco europeu.

Uma dessas medidas, revelou o ministro britânico das Finanças, George Osborne, em entrevista ao Financial Times, é a descida da taxa de IRC para 15% para mostrar aos investidores que apesar de estar fora da União Europeia, o Reino Unido continua “aberto aos negócios.

Por esta altura, face ao dólar, a libra sobe 0,11% para 1,3282 dólares. Em relação ao euro, a moeda britânica cresce também 0,11% mas para 1,1931 euros. O euro cede 0,02% para 1,1134 dólares.

Brent acima dos 50 dólares

A cotação do petróleo nos mercados internacionais está em alta. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, avança 0,52% para 50,61 dólares por barril. Este comportamento da matéria-prima tem lugar numa altura em que militantes nigerianos alegam que ocorreram no país novos ataques no fim-de-semana, o que ameaça os esforços da Nigéria para aumentar a sua produção de petróleo.

O West Texas Intermediate ganha 0,49% para 49,23 dólares por barril.

Prata negoceia acima dos 21 dólares pela primeira vez em dois anos

O preço da prata está a subir numa altura em que procuram metais preciosos como activos de refúgio após o referendo do Reino Unido, que mostrou que a maioria dos britânicos quer sair da União Europeia. A prata (spot) chegou mesmo a negociar nos 21,1377 dólares, superando, pela primeira vez em dois anos, a fasquia dos 21 dólares. Por esta altura, o preço da prata para entrega (spot) soma 3,80% para 20,5104 dólares.

Destaques do dia
Economista-chefe do FMI: Malparado de Portugal e Itália é preocupante. A saúde da banca europeia é um problema desafiante e Portugal e Itália surgem no topo da lista das preocupações. Elevados níveis de malparado podem gerar instabilidade, avisa economista-chefe do FMI.

Maurice Obstfeld: UE vingativa face ao Reino Unido seria “muito negativo”. A reacção dos mercados ao referendo britânico foi até agora relativamente benigna e isso é positivo. A médio prazo seria “muito negativo” se a UE fosse “vingativa”.

Gestores aproveitam mínimos na bolsa. A bolsa nacional viveu um semestre difícil, em linha com as pares europeias. Registou a maior queda desde a primeira metade de 2010 e tocou em mínimos de 1996. Mas este foi o período que os administradores de algumas cotadas escolheram para comprar acções.

Bolsa vai identificar 20 empresas para dispersar capital em Lisboa. Maria João Carioca pretende começar conversações com 20 empresas para cotarem em bolsa, num processo que demorará até dois anos.

Juros afundam com novas medidas por parte do BCE. As taxas de juro da dívida portuguesa, assim como de Itália e Espanha, tiveram uma queda significativa na última semana. A expectativa de mais medidas do BCE ajuda a conter o impacto do Brexit.

Idoneidade da gestão da CGD já está em avaliação. O Banco de Portugal já tem na sua posse a lista completa da equipa de António Domingues para a Caixa. Resultado da avaliação à idoneidade dos gestores segue depois para o BCE. Nova gestão deve assumir funções em Julho, mas ainda não há data marcada.

O que vai acontecer esta segunda-feira

Zona Euro

Eurostat divulga o índice de confiança dos investidores

EUA

Bolsas encerradas devido ao feriado do Dia da Independência. (Jornal de Negocios)

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