5 anos de um Sudão do Sul na guerra

Imagem de homens do SPLA, em Juba, Sudão do sul, que vive na violência o seu quinto aniversário de independência (ALBERT GONZALEZ FARRAN / AFP)

5 anos depois da sua independência o Sudão do sul continua a viver na violência política, violência étnica e sempre com o risco do regresso de uma guerra civil, que afinal não acabou com o acordo de paz de 2015.

O povo do Sudão do Sul, assinalou este sábado, 9 de julho, 5 anos como país independente, mas sem conseguir viver na paz, devido à violência político-étnica, que tem na primeira linha líderes políticos e militares, que assinaram um acordo de paz em agosto de 2015.

Nos três últimos dias, o país viveu cenas duma violência extrema, entre grupos rivais, com a liderança política reunida no palácio do presidente Salva Kiir, à leste do que se passava no campo de batalha, líderes políticos, que tiveram de ser evacuados em tanques e defendidos por forças especiais.

No terreno, eses último actos de violência, já provocaram até agora, cerca 115 mortos, balanço provisório, durante confrontos na capital, Juba, entre partidários do Presidente, Salva Kiir e do antigo chefe rebelde, Riek Machar, entretanto, vice-Presidente, do Sudão do Sul, anunciou este sábado, 9 de julho, um porta-voz militar da oposição.

É pois neste clima de terror, que o sofrido povo do Sudão do sul, tenta lembrar este quinto aniversário de país independente, uma independência desejada por aqueles que apos uma guerra sangrenta quiseram a paz, mas que paradoxalmente estão de novo a viver na guerra.

Aliás, para o padre comoniano português, José Vieira, que viveu muitos anos no Sudão do Sul, na verdade, a guerra nunca parou e podemos dizer que o país caminha para uma guerra civil aberta, caso a comunidade internacional, não decida dar meios para o povo viver na paz e no desenvolvimento. (RFI)

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