Vinte por cento da população angolana com traço da doença falciforme

Pedriata António Teta (Foto: António Eecrivão)

O pediatra António Teta revelou segunda-feira, em Luanda, que 20 porcento da população angolana tem o traço da doença falciforme hereditária.

Em declarações à imprensa à margem da palestra sobre a doença de células falciformes em Angola sob o lema “Anemia de Células Falciformes, Juntos no Controlo da Doença”, o especialista adiantou que a maioria das pessoas recebem dos progenitores a hemoglobina normal “A e anormal S”.

Segundo o médico, se duas pessoas com traço se casarem e tiverem filhos 25 porcento pode nascer doente e 50 porcento portadores, pelo que é importante serem testados antes.

Fez saber que a doença não é contagiosa e é mais frequente na população de raça negra e seus descendentes, sendo que o glóbulo vermelho com hemoglobina “AA” é 25 porcento normal, enquanto a “AS” já é considerada com 50 porcento do traço falciforme e com “SS” 25 porcento com anemia falciforme.

António Teta referiu que a anemia falciforme deixou de ser um problema para os médicos e pela sua magnitude passou a ser um problema de saúde pública, obrigando a políticas dirigidas no sentido de se detectar os bebés nascidos com anemia.

“Em média na unidade onde trabalho em cada 30 crianças internadas diariamente sete são doentes de anemia falciforme e nas consultas diárias em cada 12 crianças 5 são diagnosticadas a células falciforme”, esclareceu.

Para si, a prevenção passa pelo diagnóstico precoce, apelando a sociedade a recorrer aos centros de saúde ou hospitais para o tratamento do doente de anemia falciforme. (ANGOP)

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