Uma viagem 3D ao cérebro com Holoxica (vídeo)

(EURONEWS)

A Holoxica, uma start up britânica especializada em 3D, criou o primeiro holograma das fibras cerebrais, uma inovação que poderá ter um forte impacto no avanço da medicina.

Esta viagem ao interior do cérebro constitui uma verdadeira visão de futuro, como num filme de ficção científica, e tudo graças à tecnologia dos hologramas e ao trabalho de um grupo de investigadores britânicos, dedicados à representação do órgão mais complexo do nosso organismo.

“O cérebro é uma estrutura tridimensional de tal forma complexa que chega a ser difícil descrevê-lo ou entender as ligações que existem dentro dele”

A equipa mediu os movimentos das moléculas de água na substância branca e conseguiu detetar as diferentes fibras nervosas, sendo assim possível entender melhor o interior do cérebro.

“Se um paciente sofre de uma doença degenerativa ou se tem áreas com inflamação ou se teve ataques cardíacos, pode ser necessário saber como foi anatomicamente afetada uma determinada zona, assim como as estruturas envolventes”, explica o “Doutor Basil Ridha”:http://www.nhs.uk/profiles/consultant/4545710, Neurocirurgião e especialista em Alzheimer.

“Às vezes queremos, por exemplo, conhecer as marcas visuais resultantes de uma lesão em particular.”

O projeto teve o apoio financeiro da Agência Europeia para as Pequenas e Médias Empresas da Comissão Europeia.

O Doutor Basil Ridha diz que os hologramas cerebrais poderiam ser muito úteis como instrumento de formação científica.

“O cérebro é uma estrutura tridimensional de tal forma complexa que chega a ser difícil descrevê-lo ou entender as ligações que existem dentro dele. Conseguir vê-lo a três dimensões pode ser uma ajuda na aprendizagem.”

Mais tarde, a tecnologia da Holoxica poderia vir a ser adaptada às ressonâncias magnéticas e outros tipos de scanners e ecografias. Tecnologias que serão ainda mais avançadas, graças à representação holográfica, que permitirá uma verdadeira viagem ao interior do cérebro. (EURONEWS)

por António Oliveira e Silva | com THE ASSOCIATED PRESS

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