Serviços Prisionais abrem inquérito sobre alegada festa na prisão de Sintra

(REUTERS)

Direção dos Serviços Profissionais esclareceu que a situação “foi identificada no momento em que ocorreu”, tendo acontecido no bar de reclusos do Estabelecimento Prisional de Sintra.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) afirmou esta quinta-feira que se encontra a decorrer um inquérito a uma alegada festa realizada no bar de reclusos do Estabelecimento Prisional de Sintra.

A edição de hoje do Correio da Manhã revela, através de uns vídeos a que o jornal teve acesso, que várias dezenas de reclusos estiverem em clima de festa numa sala da cadeia de Sintra, tendo filmado a mesma com telemóveis – proibidos no seu interior – e fotografado, sem que nenhum guarda prisional apareça nas imagens.

Questionada pela Lusa, a direção dos Serviços Profissionais esclareceu que a situação “foi identificada no momento em que ocorreu”, tendo acontecido no bar de reclusos do Estabelecimento Prisional de Sintra e que os produtos alimentares consumidos na alegada festa são “ali vendidos”.

Está a decorrer processo de inquérito a esta situação, bem como à da utilização de telemóveis por reclusos, o que não é permitido. Mais se informa que as alegadas notas de 500 euros correspondem a fotocópias que se encontram apreendidas, estando os reclusos envolvidos a ser objeto de processo disciplinar”, refere a nota enviada à Lusa.

A Lusa questionou ainda os Serviços Prisionais sobre o facto de não aparecerem vigilantes nas imagens divulgadas pelo jornal, mas para o assunto não obteve resposta.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais refere ainda que, do conjunto de situações referidas na noticia do Correio da Manhã, serão feitas “as participações devidas ao Ministério Público, sendo que os principais protagonistas serão colocados em regime de segurança”, caso venham a ser apurados ilícitos criminais.

O organismo revela ainda que no último ano, como resultado das revistas e buscas efetuadas, foram apreendidas 62 armas brancas, incluindo as artesanais, 61 seringas e 62 agulhas (uma diminuição de 49% relativamente às armas brancas e de 2% e 14%, respetivamente, para as seringas e para as agulhas em relação ao ano anterior).

Segundo os Serviços Prisionais, foram igualmente apreendidos 1.756 telemóveis (mais 7%), enquanto no ano anterior haviam sido aprendidos 1.637.

De acordo com os dados divulgados pelos Serviços Prisionais, no Estabelecimento Prisional de Sintra foram apreendidos durante este ano 127 telemóveis e feitas 17 apreensões de substâncias presumivelmente estupefacientes, tendo igualmente sido mandados instaurar 222 processos disciplinares abreviados, 23 inquéritos e sete processos disciplinares comuns a reclusos. (TVI24)

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