Rep. Irlanda-Suécia, 1-1

(MAIS FUTEBOL)

Num Europeu que tem sido marcado por alguns jogos pachorrentos e, diga-se mesmo, um pouco aborrecidos, República da Irlanda e Suécia proporcionaram um bom espetáculo, num jogo com vários momentos de emoção.

Resultado final, um empate que sabe a pouco a uma equipa irlandesa, que, talvez para surpresa de grande parte da Europa, foi quase sempre superior à Suécia. Os nórdicos tiveram quase tanta posse de bola como os irlandeses, mas sem conseguirem causar grande perigo. Muito sozinho, Ibrahimovic tentava resolver, mas quase sempre sem sucesso. Acabou, para infelicidade de Clark, por estar no lance que deu o golo no empate.

A Irlanda surgiu em campo uma equipa adulta, bem organizada em termos defensivos e forte na progressão ofensiva. A Suécia, na primeira metade da primeira parte, ainda foi conseguindo dividir o jogo, mas sem grandes ocasiões de perigo. Ibrahimovic ia jogando com Berg, mas a defesa irlandesa ia resolvendo.

Com o avançar do tempo, os irlandeses foram ganhando confiança, aproveitando as fragilidades suecas e crescendo no jogo. Hendrick obrigou Isaksson a uma grande defesa, viria depois a fazer tremer toda a baliza com um remate que bateu na trave. Brady não acertou na barra, mas esteve muito perto.

Nos últimos minutos da segunda parte, a Suécia mal conseguiu chegar ao último terço do meio campo da República da Irlanda, e essa tendência manteve-se no início da segunda parte.

Hendrick avisou, com um remate que o guarda-redes sueco teve que se esforçar para conseguir travar, e, logo a seguir, após um cruzamento de Coleman, a bola a atravessar quase toda a área, e Hoolahan a rematar de primeira à meia volta e a bola a aninhar-se no canto inferior direito da baliza. Estava feito o golo que dava justiça ao marcador e viria a animar o jogo.

A Suécia acordou com o golo e, qual animal acossado, deitou as garras de fora. Seguiram-se minutos de pressão asfixiante junto à área de Randolph. Olsen conseguiu por várias vezes colocar na área, mas Ibrahimovic, naquele local, ou estava em fora de jogo, ou demasiado marcado e mal conseguia dar seguimento à jogada. E, quando conseguia, quem aparecia?

A entrada de Guidetti veio colmatar um pouco a solidão de Ibrahimovic, mas até viria a ser de um cruzamento de Olsen, aos 60 minutos, que a Suécia teve a melhor oportunidade de jogo até então. Zlatan recebe de lado, mas vê a baliza, mas, de primeira, atira num remate que perto do poste de Randolph.

O avançado sueco insistia, tentava fugir à marcação, ir buscar jogo atrás, surpreender os defesas, até que, aos 70 minutos, cruzou para a área e Clark, na tentativa de impedir o cabeceamento de um dos jogadores suecos ali presentes, acabou por cabecear para a baliza em queda, fazendo o autogolo.

Nos minutos que seguiram até ao final, ambas as equipas procuraram o golo que dava a vitória. Hendrick voltou a estar muito perto, mas Isaksson não deixou que o marcador voltasse a mexer.

Com este resultado, República da Irlanda e Suécia partilham o primeiro lugar no grupo, já que Bélgica e Itália ainda não jogaram, e veem o apuramento para a fase seguinte muito complicado. (Mais Futebol)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA