Reino Unido exige auditoria internacional para averiguar dívidas de Moçambique.

City de Londres (Dinheiro Vivo)

Proposta é da Alta Comissária britânica em Maputo que justifica suspensão da ajuda.

A alta-comissária do Reino Unido em Maputo exigiu uma auditoria judicial internacional para averiguar as chamadas dívidas escondidas por Moçambique.

Em conversa nesta quarta-feira, 8, com jornalistas à margem das comemorações do aniversário da Raínha Elizabeth II, Joanna Kuenssberg sublinhou que esta situação manchou a confiança que o Governo britânico tinha e Moçambique.

“A situação é muito grave e está a abalar a economia do país”, declarou a alta-comissária, revelando que os ministros britânicos estão “muito sensíveis” às revelações sobre as dívidas do país.

Neste sentido, Kuenssberg concluiu que “uma auditoria forense internacional seria um meio para o rápido esclarecimento deste caso, que é grave”.

A representante britânica justificou a suspensão do apoio ao Orçamento do Estado por parte do seu Governo com razões de transparência e disse que o Executivo moçambicano precisa de reconquistar rapidamente a confiança do povo e dos parceiros internacionais.

Para inverter a situação e voltar a contar com o apoio do Reino Unido, bem como dos demais países doadores, Kuenssberg esclareceu que o Executivo de Maputo deve esclarecer de forma completa as dívidas e localizar o que “resta do dinheiro” para reduzir o fardo da dívida.

“São necessárias medidas urgentes”, afirmou, reiterando que uma auditoria judicial internacional seria um passo para restabelecer a confiança entre Moçambique e os parceiros internacionais.

Também nesta quarta-feira, o primeiro-ministro moçambicano Carlos Agostinho do Rosário foi ao Parlamento explicar as dívidas no valor 1,4 mil milhões de dólares, que foi já assumida pelo Executivo.

Rosário garantiu que irá colaborar com os órgãos da administração da justiça para assegurar o devido esclarecimento das questões suscitadas em torno da problemática da dívida pública e reiterou que o seu Governo apenas vai assumir a componente da dívida que ficar comprovada ter sido aplicada para fins de interesse público. (VOA)

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